Coluna do Bankly

De olho no mercado: o que você deve saber antes de contratar um BaaS?

14 dez 2022, 14:25 - atualizado em 14 dez 2022, 14:25
Mão tocando num tablet com ícones relacionados ao marketing digital saindo da tela
(Imagem: Shutterstock)

*Por Marilyn Hahn

Já pensou em uma empresa que oferece serviços financeiros, como uma conta, PIX, cartão de crédito ou até mesmo um seguro de vida, sem precisar contratar pacotes rígidos de um banco ou desenvolver uma fintech dentro de casa? Pois é. Essa é a proposta do Banking as a Service (BaaS).

A solução conhecida como BaaS viabiliza uma experiência personalizada e simplificada. Afinal, é possível uma empresa contratar esse serviço de acordo com o perfil do público e criar a própria oferta.

A transformação digital do setor financeiro ainda deve passar por algumas etapas nos próximos anos. Isso porque o mundo hoje vive em uma sociedade 5.0, em que os consumidores procuram mais conveniência, transparência e disponibilidade.

As pessoas são cada dia mais autônomas, gostam de maior controle e demonstram mais resistência às limitações de horário de funcionamento dos serviços. Atualmente, organizações de variados segmentos já estão aptas a oferecer uma gama de serviços financeiros ao mercado com o auxílio do BaaS.

Pontos-chave do Baas

Porém, na hora de colocar em prática essa oferta, é preciso estar atento a alguns pontos-chave cruciais para o sucesso do projeto.

A primeira coisa a se observar é como a solução pode gerar valor para sua empresa ou o seu cliente final.

Qual o objetivo de embutir serviços financeiro? Gerar receita, diminuir custos, gerar um engajamento maior na plataforma e atrair mais público ou todos os anteriores?

Foram feitas pesquisas suficientes para compreender o que os clientes de fato querem consumir? Entender como a oferta de serviços financeiros conversa com a estratégia da empresa no longo prazo e com a jornada do cliente final deve ser ponto de partida para tomar a decisão de acoplar o produto.

Apesar da integração por meio de um BaaS facilitar a entrada no mundo de serviços financeiros, é importante saber que durante a operação, todo o atendimento e experiência serão afetadas, já que esses produtos não são o core business da companhia.

A sua empresa deve estar preparada para atender um cliente que fez um PIX equivocado e busca entender o processo de como recuperar o valor transferido ou que tem dúvidas sobre o pagamento da fatura do cartão de crédito, por exemplo.

Escolhendo o provedor certo

Decisão tomada, é hora de escolher o melhor provedor para acompanhar essa jornada. Na hora de contratar o Banking as a Service, é necessário pesquisar e analisar as soluções disponíveis no mercado pensando no longo prazo, já que algumas características da solução serão essenciais para a escalabilidade do produto. São elas:

Stack tecnológico: optar por uma plataforma nativa em nuvem e totalmente desenvolvida em APIs (Interface de Programação de Aplicação) significa trabalhar com o que há de mais moderno em termos de stack tecnológico. Isso quer dizer que o provedor tem bastante autonomia e velocidade em termos de lançamento de novas funcionalidades e consegue fazê-lo de forma modular, facilitando a sua integração e o alcance da estratégia de portfólio do projeto no longo prazo.

Outro ponto importante é verificar se a documentação da integração (documentação das APIs da solução), está publicada, o que significa que você pode ter acesso a como funciona o produto antes mesmo da assinatura do contrato. A documentação da API é uma das variáveis mais importantes pro seu principal stakeholder: o time de tecnologia.

Licença bancária: integrações B2B são muitas vezes um fator decisivo para a mudança de estratégia de uma empresa, podendo impactar diretamente linha de receita e a estratégia de produtos rapidamente. Para isso, é importante que novos provedores tenham capacidade financeira robusta, processos e governança que prevejam a saúde do negócio no longo prazo. Contratar um provedor de BaaS com licença bancária significa, além disso, trabalhar com uma instituição que segue as melhores práticas regulatórias em relação ao combate e prevenção a fraude a lavagem de dinheiro, ouvidoria, tratamento de eventos de risco com clientes finais e até experiência do usuário.

Operação ágil e autônoma: o que usuários de serviços financeiros esperam de novos entrantes?  Uma experiência melhor e mais fluída, com o mesmo nível de segurança dos bancos tradicionais. Por isso, é essencial pesquisar bastante os fornecedores de BaaS para garantir que está integrando com uma instituição que consiga garantir todo o suporte para a sua empresa. No Bankly, por exemplo, temos uma área dedicada a prevenção à fraude para garantir a idoneidade em todo processo de abertura de contas, além de um time de suporte com atendimento 24×7 para os nossos parceiros.

Apesar do BaaS  ser uma integração B2B, o approach deve ser B2B2C. Mas o que isso significa? Que você deve ser capaz de ter uma operação saudável e autônoma com todas as informações importantes para gerenciar qualquer tipo de interação com o cliente final. Dessa forma, é imprescindível que o provedor tenha soluções pautadas em eventos e que tenha um suporte robusto.

O fato é que essa tecnologia é democrática e uma tendência do futuro. Utilizar um BaaS para ofertar serviços financeiros pode significar acoplar uma solução sustentável e à prova de futuro, já que é possível estar sempre na vanguarda do digital banking: se amanhã ofertar uma TED não for mais tão interessante para o seu público, é facilmente possível trocar esse produto por uma oferta de PIX, adicionar crédito, seguros, investimentos e assim por diante.

*Marilyn Hahn é cofundadora e COO Bankly, plataforma de Banking as a Service com sua própria licença bancária