Economia

Desemprego no Brasil atinge mínima da série no 4º trimestre e bate recorde de baixa na média anual

30 jan 2026, 10:45 - atualizado em 30 jan 2026, 10:45
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(Imagem: iStock/ FG Trade)

A taxa de desemprego no Brasil renovou o nível mais baixo da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao atingir 5,1% no quarto trimestre (4T25), batendo ainda o recorde de baixa na média anual e mostrando que o mercado de trabalho seguiu aquecido no fim de 2025.

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O resultado dos três meses até dezembro mostrou queda em relação ao terceiro trimestre, quando a taxa de desemprego ficou em 5,6%, e ante o mesmo período do ano passado, de 6,2%, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE.

Com o resultado, em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters, a taxa atingiu o nível mais baixo da série histórica iniciada em 2012.

Assim, a taxa anual média do indicador caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, também o patamar mais baixo desde 2012.

“A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, explicou a coordenadora do IBGE Adriana Beringuy.

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Segundo o IBGE, em um ano a média de pessoas desocupadas caiu de 7,194 milhões para 6,150 milhões, depois de ter chegado a mais de 14 milhões em 2021 em meio à pandemia de Covid-19.

A população ocupada em 2025 também foi recorde na série histórica, com 102,983 milhões de pessoas, frente a 101,309 milhões em 2024.

“O mercado de trabalho seguirá aquecido, sustentando a renda e o consumo das famílias, mas a taxa de desemprego deverá encerrar 2026 em nível levemente superior ao observado em 2025, refletindo o menor crescimento esperado para este ano”, disse Rafael Perez, economista da Suno Research.

Desemprego no 4T25

O resultado do quarto trimestre veio com aumento da renda, que chegou a R$ 3.613, contra R$ 3.527 entre julho e setembro e R$ 3.440 no último trimestre de 2024.

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O período foi marcado ainda por forte queda de 9,0% no número de desempregados em relação ao terceiro trimestre, chegando a 5,503 milhões. Na comparação com o quarto trimestre do ano anterior, o recuo foi de 17,7%.

Já o total de ocupados avançou 0,6% na comparação trimestral e 1,1% na anual, com 102,998 milhões de pessoas.

“Após queda de ocupação registrada no terceiro trimestre, o comércio apresentou recuperação no fim do ano, expandindo seu contingente de trabalhadores em diversos segmentos, com destaque para o comércio de vestuário e calçados”, disse Beringuy.

Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado tiveram alta de 0,5% nos três meses até dezembro ante o período imediatamente anterior, a 39,409 milhões, enquanto os que não tinham carteira também subiram 0,5%, a 13,565 milhões.

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O mercado de trabalho brasileiro mostrou-se resiliente durante todo o ano de 2025 apesar da taxa de juros elevada, em meio a uma inflação controlada e aumento da renda, e tende a seguir esse ritmo neste ano.

Esse cenário dificulta o controle sobre a alta dos preços. Na semana passada, o Banco Central manteve a Selic em 15%, mas indicou o início do ciclo de cortes de juros em março.

“O mercado de trabalho continua bastante saudável, mas com indícios na margem de que o aperto monetário tem impactado negativamente, o que vai em linha com a projeção do Copom de iniciar o ciclo de cortes da Selic na reunião de março”, avaliou André Valério, economista sênior do Inter.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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