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Direcional (DIRR3): Prévia do 1T26 agrada e ações podem subir até 37%, dizem analistas

10 abr 2026, 11:38 - atualizado em 10 abr 2026, 12:46
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Direcional: prévia do 1T26 agrada, ações sobem e bancos veem potencial de até 37% (Foto: Flávya Pereira/Money Times)

Negociadas dentro do índice Ibovespa, as ações da Direcional (DIRR3) reagem positivamente à prévia operacional do primeiro trimestre de 2026 (1T26), divulgada na noite de ontem (9). Entre analistas, a leitura majoritária é de que o resultado veio sólido.

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Por volta das 11h (horário de Brasília), os papéis da construtora avançavam 2,25% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 14,54. No acumulado de 2026, a valorização se aproxima de 7%. Acompanhe o tempo real.



1T26 sem surpresas

Entre janeiro e março, os lançamentos da companhia totalizaram um valor geral de vendas (VGV) de R$ 1 bilhão, o que representa um crescimento de 12% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Segundo a Empiricus Research, que avaliou os resultados como “sem surpresas”, o mix permaneceu concentrado na marca Direcional (70%), voltada à habitação popular, enquanto a Riva — subsidiária do focada na faixa superior do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) — respondeu por 30% dos lançamentos.

“De forma geral, a prévia reforça a solidez operacional da empresa. Os números de lançamentos vieram marginalmente (-4%) inferiores às nossas projeções, mas o ritmo de vendas segue saudável”, afirmou a casa de análises, em relatório.

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De fato, as vendas líquidas da construtora atingiram R$ 1,6 bilhão no 1T26, avanço de 19% na comparação anual e de 4% frente ao 4T25, marcando o maior patamar já registrado para um primeiro trimestre.

No acumulado de 12 meses, as vendas somam aproximadamente R$ 6,4 bilhões, crescimento de 7% na base anual.

“Apesar da recente volatilidade no setor decorrente de mudanças na distribuição de recursos do FGTS, seguimos vendo a Direcional bem posicionada para capturar a demanda no segmento econômico, com execução consistente ao longo do ciclo”, disse a Empiricus.

A casa, porém, pontuou que a companhia apresentou geração de caixa operacional positiva de R$ 13 milhões, embora o consumo contábil tenha sido de R$ 76 milhões, impactado por efeitos não operacionais ligados principalmente à amortização de recebíveis.

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Negociando a um múltiplo P/L de 7 vezes para 2026, as ações DIRR3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

O que diz o BTG Pactual

Na mesma linha, os analistas do BTG Pactual classificaram os números como “sólidos”, destacando especialmente o indicador que a velocidade de vendas (VSO).

Segundo o banco, o índice atingiu 24% no 1T26, avanço de 250 pontos-base em relação ao 4T25 e o maior nível já observado para um primeiro trimestre.

O desempenho foi equilibrado entre as duas marcas da construtora, com VSO de 24% na Direcional (principal) e de 23% na Riva (subsidiária).

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O BTG também apontou que as vendas líquidas ficaram 7% acima das estimativas internas, distribuídas da seguinte forma:

  • R$ 980 milhões (+16% a/a) no segmento de baixa renda;
  • R$ 602 milhões (+25% a/a) no de média renda.

Além disso, a casa afirmou que a empresa encerrou março com R$ 5,18 bilhões em estoques, o equivalente a cerca de 10 meses de comercialização.

“O 1T26 foi sólido, com a Direcional registrando um avanço de vendas satisfatório e fluxo de caixa positivo, embora ligeiramente abaixo de nossa estimativa”, escreveram os analistas, que esperavam uma geração de caixa de R$ 50 milhões.

“Do ponto de vista contábil, a dívida líquida deve aumentar em R$ 76 milhões em relação ao trimestre anterior, devido à amortização de algumas operações de venda de recebíveis”, prosseguiram.

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O BTG também mantém recomendação de compra para os papéis DIRR3, afirmando que a construtora está bem colocada para aproveitar o forte impulso do programa MCMV, com a flexibilidade de acelerar ainda mais os lançamentos este ano, mantendo margens e ROE saudáveis.

O preço-alvo do banco para as ações é de R$ 20, o que implica potencial valorização de aproximadamente 37% frente à cotação atual.

O que diz o Citi

O Citi, por sua vez, avaliou que os números do primeiro trimestre reforçam o bom ritmo de vendas no segmento de baixa renda, embora a geração de caixa siga como ponto de atenção.

“A empresa gerou um fluxo de caixa operacional fraco, de R$ 13 milhões, e incorreu em saídas de caixa de R$ 89 milhões, principalmente relacionadas à amortização de cessões de créditos, o que levou a uma queima contabilística de R$ 76 milhões”, escreveu a casa norte-americana, em relatório.

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“Além disso, a companhia adquiriu R$ 2,3 ​​bilhões em terrenos, sendo que os custos de aquisição representam 11% do potencial de valorização imobiliária e 87% foram comprados por meio de permutas”, acrescentou.

Apesar disso, o banco apontou que as vendas líquidas foram “claramente positivas”, enquanto o ritmo de comercialização foi sólido, o que indica forte procura por imóveis neste início de ano.

O Citi também mantém recomendação de compra para DIRR3, com preço-alvo de R$ 19, o que representa potencial alta de 31%.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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