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Direito de resposta: Sakamoto, prazer. Eu sou o mercado e você também é

14 set 2018, 16:34 - atualizado em 14 set 2018, 16:48
Aí está o mercado que a “esquerda” brasileira tem ódio, mas também faz parte

Esta quinta-feira (14) não foi a das mais tensas para o mercado financeiro brasileiro em 2018, apesar de o dólar ter alcançado os R$ 4,19. É o maior nível desde a criação do plano real. O Ibovespa teve uma queda de 0,58%. Isso, para o colunista do UOL, Leonardo Sakamoto, indica que o mercado está preocupado.

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Em um texto publicado ontem e destacado na capa do maior portal de notícias do país, logo abaixo da chamada sobre a moeda americana, a sua obra opinativa “Mercado está nervoso? Imagina como estão 12,9 milhões de desempregados” tenta já em seu título atribuir um julgamento elitista ao “mercado”.

Como editor e fundador do Money Times (o editor-chefe é o leitor) me senti ofendido. E, aqui, faço um tipo de Direito de Resposta inspirado no ambiente eleitoral. O autor argumenta que o mercado apoiou a chegada Temer ao Planalto, a Lei de Terceirização, a Reforma Trabalhista e a Emenda do Teto dos Gastos e só não levou a Reforma da Previdência devido ao Joesley Batista.

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Se você já está nervoso até aqui, segure a respiração. Ele escreve em uma “nota mental” que “se a mesma energia gasta para acalmar os mercados fosse usada para ajudar os 12,9 milhões de desempregados e os 4,8 milhões que desistiram de procurar emprego porque cansaram de tentar, o país seria outro”.

Sakamoto, o mercado funciona assim. Milhares ou milhões de investidores, ou gestores de fundos que administram o dinheiro de outras milhares e milhões de pessoas, compram ou vendem os ativos financeiros disponíveis com base no que entendem ser um preço adequado. Ou seja, se está muito barato em sua avaliação. E uma das principais variáveis é o que pode acontecer no futuro.

É fácil entender. O resultado disso, todos os dias, é refletido em algum índice que apenas serve de referência para mostrar o que todas essas pessoas pensaram naquele dia. Só isso. Você, quando escolhe por o seu dinheiro na bolsa ou em títulos públicos, por acaso, não pensa sobre se essa é uma boa alternativa? Quando opta pelo plano de previdência?

Vou assumir que sim, você faz isso, ou entrega para alguém. Logo, você é o mercado. Não jogue fora a opinião de milhares de pessoas que investem as próprias economias. Ninguém rouba de ninguém. Ignorar a opinião do mercado (mesmo a envergonhada de pessoas de esquerda que evidentemente tem produtos financeiros) é o passaporte para o fracasso. Na China, um país comunista, cerca de 80% das negociações mercado de ações de US$ 7,6 trilhões é movimentado por aproximadamente 250 milhões de investidores individuais.

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Lula, por exemplo, tem R$ 6,3 milhões em VGBL, fundo de de previdência privada. Sabe onde esses fundos investem? Pois é…em ações, renda fixa, operações estruturadas. Até Lula é o mercado, não é só você e eu. Fique tranquilo.

Este deveria ser o momento de parar com demagogias e cessar com essa velha grita: “a culpa é do mercado”. Isso é tão 1990 e Fake News.

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Fundador do Money Times | Editor
Fundador do Money Times. Antes, foi repórter de O Financista, Editor e colunista de Exame.com, repórter do Brasil Econômico, Invest News e InfoMoney.
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