Dividendos do IRB(Re) (IRBR3): CEO conta quando payout mais robusto pode virar realidade
O CEO do IRB(Re) (IRBR3), Marcos Falcão, projeta um payout (parcela do lucro distribuída aos acionistas) mais robusto em 2027, após uma trajetória de crescimento do lucro e fim do pagamento de debêntures. A declaração ocorreu na teleconferência de resultados do quarto trimestre de 2025, nesta sexta-feira (13).
Após cinco anos sem remunerar acionistas, o IRB anunciou, junto com os resultados, que pretende retomar a distribuição de proventos. “No ano de 2025 celebramos um marco importante que consolida a retomada da companhia para a rentabilidade: após 5 anos, o IRB(Re) volta a distribuir dividendos”, disse a empresa.
Na teleconferência, o executivo afirmou que a empresa está no caminho para entregar resultados mais robustos, projetados para 2027 e 2028. Ainda que 2026 não proporcione o potencial total da resseguradora, Falcão está confiante na entrega de um aumento de lucro já neste ano.
Questionado por analistas se a companhia irá pagar apenas os 25% mínimos de payout, o CEO pontuou que a proposta precisa da aprovação do conselho de administração e votação pelos acionistas em assembleia. Em um primeiro momento, isso ocorrerá a partir dos 25% obrigatórios, seja via dividendo ou juros sobre o capital próprio.
Após o segundo trimestre do ano, há um cenário suficiente para avaliar como está o capital, a solvência e, a partir disso, entender se há espaço para elevar o payout, segundo o CEO.
Falcão disse que a última teleconferência referente a 2025 encerra um ciclo de três anos de transformação. Agora, a expectativa é que o IRB(Re) passe a falar de redução de despesas sobre prêmio, crescimento de prêmio, novas áreas de negócio, crescimento, entre outros aspectos de “uma agenda que olha para frente, mira em gerar caixa e pagar mais dividendos”.
O 4T25 do IRB(Re)
O IRB(Re) (IRBR3) divulgou, na noite desta quinta-feira (12), que teve lucro líquido de R$ 143 milhões no quarto trimestre de 2025, aumento de 27% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
No comunicado ao mercado, a companhia celebrou a retomada da rentabilidade em 2025 e revelou que vai votar distribuição de dividendos aos acionistas em reunião do conselho no fim de março.
“A companhia zerou seus prejuízos acumulados e terminou 2025 com R$ 145,7 milhões em reservas de lucros e R$ 10,2 milhões em reservas legais”, disse.
Já o resultado financeiro e patrimonial ficou em R$ 164 milhões no 4T25, alta de 51% na mesma comparação, enquanto o resultado de subscrição foi de R$ 293 milhões, 65% maior em relação ao mesmo período de 2024.
Os prêmios emitidos somaram R$ 1,3 bilhão no quarto trimestre, redução de 16,4% em um ano. Já os prêmios retidos, que descontam os riscos repassados pelo IRB a outros agentes, somaram R$ 875 milhões no 4T25, queda de 2% em um ano.
A sinistralidade caiu 12,4 pontos porcentuais (p.p.) em um ano, para 51,6%. Já o índice retrocessão caiu 9,7 p.p., indo para 33,8% no quarto trimestre.