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Dividendos e desconto: BBI eleva preço-alvo de Tenda (TEND3) e recomenda compra; ações sobem 5%

28 jan 2026, 12:56 - atualizado em 28 jan 2026, 12:56
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BBI eleva preço-alvo de Tenda (TEND3) e recomenda compra; ações disparam na bolsa (Imagem: Facebook)

O Bradesco BBI elevou o preço-alvo da Tenda (TEND3) de R$ 37 para R$ 40 e reforçou a visão positiva para a construtora em 2026, reiterando a recomendação de compra, apesar da volatilidade das ações.

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Segundo o banco, o papel segue negociando com desconto relevante frente aos pares, mesmo com a recuperação sustentada pelos resultados e estimativas de lucro mais ancoradas.

Atualmente, a Tenda opera a cerca de 5,3 vezes o lucro, bem abaixo dos múltiplos de Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3), que giram entre 8 e 9 vezes o P/L. Para o BBI, essa diferença reflete mais ruídos de curto prazo do que uma deterioração dos fundamentos.

No pregão desta quarta-feira (28), as ações TEND3 avançavam perto de 5% por volta das 12h30 (horário de Brasília), negociadas a R$ 26,60, após terem tocado R$ 22,77 na semana passada. Acompanhe o tempo real.



Alea e volatilidade

Na avaliação do BBI, parte da volatilidade dos papeis está associada à operação da Alea, unidade de casas industrializadas do grupo.

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Embora o tema gere impacto no mercado, o banco destaca que a Alea deve representar cerca de 14% do lucro por ação (LPA) projetado para 2026, com efeito limitado sobre o número consolidado.

“Se a ação sofrer após os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) devido a ajustes relacionados à Alea, veríamos isso como uma oportunidade de compra”, escreveu a casa em relatório.

Outro ponto citado é a composição da base acionária, ainda bastante exposta a fundos multimercados, o que tende a amplificar movimentos dos papéis em períodos de ajustes.

Tenda: dividendos no radar

O principal gatilho para uma reprecificação da Tenda, segundo o BBI, é o avanço dos proventos. Com a melhora esperada na geração de caixa ao longo de 2026, o banco vê espaço para que a companhia se torne uma “história de dividendos” a partir do fim deste ano ou início de 2027.

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As projeções indicam um dividend yield em torno de 7%, além de um free cash flow próximo de 13%, o que pode contribuir para reduzir a volatilidade e sustentar múltiplos mais elevados.

Assimetria positiva

Na avaliação da casa, 2026 também oferece uma assimetria considerada atraente para a Tenda, combinando alavancas micro — como os dividendos — e um possível prêmio menor de risco no cenário macroeconômico após as eleições.

Ao mesmo tempo, o espaço para queda é visto como limitado, dado o nível já comprimido de valuation e a estabilidade do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), programa habitacional foco da construtora.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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