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Dólar cai à espera de ata do Copom após comunicado ‘difuso’; divisa acumula alta de 2% na semana

19 jun 2026, 17:02 - atualizado em 19 jun 2026, 17:14
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(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar à vista devolveu parte dos ganhos da sessão anterior, em dia de baixa liquidez nos mercados por feriado nos Estados Unidos e na China. Os investidores locais continuaram a repercutir a última reunião do Copom sobre a Selic à espera da ata, que deve trazer mais detalhes da decisão.

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Nesta sexta-feira (19), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1648, com queda de 0,20%.



O dólar acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com leve baixa de 0,12%, aos 100,734 pontos.

Na semana, a divisa norte-amerticana acumulou alta de 2,04% ante o real.

O que mexeu com o dólar hoje?

O comunicado “confuso” da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central continuou no centro das atenções dos investidores, à espera da ata da reunião que deve ser divulgada na próxima terça-feira (23).

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“O mercado segue incorporando a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos após a comunicação mais dura do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano)”, avaliou Bruno Shahini, especialista de investimentos da Nomad.

Na quarta-feira (17), o Copom cortou a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano. Essa foi a terceira redução consecutiva do Banco Central, em linha com o esperado pelo mercado. A decisão do colegiado foi unânime.

No comunicado, o BC destacou piora marginal das projeções de inflação, aumento das incertezas no cenário externo – com atenção especial às tensões no Oriente Médio – e passou a enfatizar o “ajuste total” do ciclo de política monetária, em vez do ritmo de cortes.

Apesar disso, o comunicado manteve a “porta aberta” para novos cortes na Selic, na contramão do tom adotado pelos principais bancos centrais ao redor do mundo, na visão de economistas.

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O principal ponto de atenção do mercado, porém, foi a sinalização antecipada da chamada “rolagem” do horizonte relevante da política monetária na próxima decisão do Copom.

Na prática, o BC “adiou” o atingimento da meta de 3% do quarto trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2028, reforçando a percepção de que pode haver novo corte da Selic em agosto – o que foi lido, por parte do mercado, como leniência do BC com a inflação.

Ainda segundo Shahini, da Nomad, “a combinação entre juros domésticos ainda elevados e um ambiente externo menos adverso do ponto de vista geopolítico ajudou a sustentar o real, embora as preocupações com o cenário fiscal e questionamentos recentes sobre a condução da política monetária continuem impedindo movimentos mais amplos”.

No cenário geopolítico, as incertezas sobre um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã voltaram ao radar com o cancelamento da cerimônia de assinatura do pacto na Suíça, que aconteceria nesta sexta-feira.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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