Dólar

Dólar sobe a R$ 5,08 com disparada dos juros globais

23 jul 2026, 17:02 - atualizado em 23 jul 2026, 17:06
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(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar à vista interrompeu a sequência de três quedas consecutivas. A moeda ganhou força com a escalada das tensões geopolíticas e disparada dos juros globais em meio ao crescente temor de novos choques inflacionários com petróleo de volta a US$ 100 o barril.

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Nesta quinta-feira (23), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,0839, com alta de 0,64%.

O dólar acompanhou o fortalecimento da divisa no exterior ao longo da sessão. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,31%, aos 101.438 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O cenário geopolítico elevou a aversão a risco no mercado internacional, com uma nova rodada de ofensivas entre Estados Unidos e Irã pelo 12º dia consecutivo.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma “forte retaliação militar” contra o Irã e seus aliados houthis do Iêmen, depois que combatentes do grupo militante iemenita atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, estendendo a guerra no Oriente Médio a um segundo importante ponto estratégico para o transporte marítimo.

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Com a crescente tensão no Oriente Médio, os preços do petróleo dispararam e o barril do Brent, referência mundial, voltou a ser cotado no nível de US$ 100.

“O cenário reacendeu temores inflacionários, reforçando a busca por proteção”, afirmou Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.

Os investidores ampliaram as apostas de alta nos juros dos Estados Unidos nos próximos meses. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de elevação nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) em setembro superou 80%.

Para a próxima reunião, na quarta-feira (29), a chance majoritária ainda é de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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