Dólar sobe a R$ 5,16 com Treasuries e cenário eleitoral
O dólar à vista encerrou em alta ante o real de olho no exterior, com a valorização do petróleo e o avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, e no cenário eleitoral doméstico.
Nesta quarta-feira (23), a divisa encerrou o dia a R$ 5,1682, em alta de 1,28%, no mercado à vista.
O movimento local acompanhou o desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em alta de 0,50% aos 101.102 pontos.
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O que mexeu com o dólar hoje?
O mercado de câmbio seguiu de olho na pressão dos rendimentos dos Treasuries, com o título de 10 anos voltando a superar os 5%, e no aumento na precificação de uma alta de 50 pontos-base nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group.
Além disso, o petróleo voltou a superar o nível de US$ 100 por barril, com EUA e Irã confirmando que não houve avanço nas negociações de cessar-fogo no Oriente Médio.
Durante o discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou o mandatário dos EUA, Donald Trump, de ter uma “mentalidade de intimidação” e disse que o Irã não se renderá na guerra.
Além disso, a possibilidade de que o governo Trump proíba as exportações de diesel por 90 dias, na tentativa de conter os preços do combustível, está no radar do mercado.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 2,84%, a US$ 98,12 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na máxima intradia, o barril do Brent atingiu a cotação de US$ 103,79.
No cenário doméstico, a Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para a eleição presidencial de 2026 mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47,7% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47,4% em um cenário de segundo turno entre ambos.
O petista subiu 0,9 ponto porcentual sobre os 46,8% do último levantamento, divulgado em 17 de setembro. O candidato do PL e filho de Jair Bolsonaro cresceu 0,2 ponto ante os 47,2% da última pesquisa.