Dólar

Dólar sobe e fecha a R$ 5,25 de olho no conflito no Oriente Médio

24 mar 2026, 17:16 - atualizado em 24 mar 2026, 17:26
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(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar ganhou força ante o real diante das incertezas quanto ao conflito no Oriente Médio.

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Nesta terça-feira (24), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,2533, em alta de 0,28%. 



O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,46%, aos 99,407 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio seguiu atento aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

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O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que nenhuma negociação para o fim da guerra no Oriente Médio ocorreu com os Estados Unidos e disse que a informação passada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, era fake news para aliviar o mercado financeiro.

O Irã ainda lançou mísseis contra Israel, de acordo com informações do exército do país. Em Tel Aviv, buracos foram abertos em um prédio residencial de vários andares após os ataques.

Ao longo do dia, Trump reforçou que as negociações com Teerã prosseguem e que fechar um acordo é de interessa do país persa. Segundo ele, o Irã teria concordado em nunca ter armas nucleares.

De acordo com o presidente dos EUA, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-presidente JD Vance estão envolvidos nas conversas com o Irã.

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“Pessoas com quem estamos conversando no Irã querem chegar a um acordo”, frisou ele em cerimônia de posse de Markwayne Mullin como secretário de Segurança Interna dos EUA (DHS, em inglês), após a demissão de Kristi Noem.

Trump enfatizou que os EUA já ganharam a guerra e que a infraestrutura do país persa basicamente não existe mais. “Quase tudo que eles têm foi destruído; Estamos ‘passeando’ livremente por Teerã.”

Na avaliação de Bruno Shahini, especialista de investimentos da Nomad, ​o dólar voltou a operar em alta, como reflexo da deterioração do ambiente de risco global diante da incerteza sobre a efetividade das negociações entre Estados Unidos e Irã.

“A ausência de sinais concretos de desescalada, combinada com declarações mais duras por parte de autoridades iranianas e a continuidade dos ataques na região, levou o mercado a reprecificar um cenário de conflito mais prolongado, com impacto direto sobre os preços de energia”, aponta Shahini.

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Com o barril de petróleo próximo de US$ 100 por barril, os temores inflacionários voltaram ao radar e pressionaram os rendimentos dos Treasuries, o que fortalece a moeda americana, explica o especialista da Nomad.

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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