Dólar

De volta aos R$ 5,20: dólar avança com petróleo e de olho no Fed

24 jun 2026, 17:03 - atualizado em 24 jun 2026, 17:05
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(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar ganhou força ante o real com a terceira queda consecutiva do petróleo Brent e as expectativas de um Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) mais agressivo na condução da política monetária.

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Nesta quarta-feira (24), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,2020, com alta de 0,28%.



O dólar seguiu o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,19%, aos 101,597 pontos, no maior nível desde maio de 2025.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio acompanhou os desdobramentos no Oriente Médio, com a normalização do fluxo no Estreito de Ormuz, além das expectativas de um Fed mais "hawkish" podendo elevar os juros mais à frente.

Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na rede Truth Social que o Irã negou a implementação de pedágios no Estreito de Ormuz para a passagem de navios. Com isso, a commodity atingiu o menor nível desde o início do conflito no Oriente Médio.

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Segundo o presidente norte-americano, o país persa disse que "não há pedágios, não há custos de seguro e nem qualquer outro tipo de cobrança sendo exigida ou recebida pelo Irã de navios que transitam pelo Estreito de Ormuz".

No entanto, Trump afirmou que caso a informação seja falsa, as negociações seriam "encerradas imediatamente".

Como reflexo, os contratos futuros do petróleo Brent para setembro, referência no mercado internacional, fecharam em baixa de 3,81%, a US$ 73,87 o barril, negociados na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres.

Além disso, o mercado segue com a leitura de que o Federal Reserve deve aumentar os juros após as sinalizações mais duras do novo chair, Kevin Warsh, e da divulgação do gráfico de projeções individuais do BC dos EUA.

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"No Brasil, a perspectiva de novos cortes da Selic comprime o diferencial de juros e enfraquece o carry trade, ampliando a pressão sobre o câmbio. O mercado aguarda o Relatório de Política Monetária e o IPCA-15 de amanhã para mais clareza sobre o horizonte da política monetária", avalia o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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