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Dólar fica de lado, a R$ 5,13, apesar de cautela geopolítica; moeda recua mais de 2% no mês ante o real

27 fev 2026, 17:30 - atualizado em 27 fev 2026, 18:05
Dólar câmbio
(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar à vista (USDBRL) perdeu força ante o real, em linha com o movimento observado no exterior, em dia de cautela geopolítica e dados mais fortes de inflação dos Estados Unidos e do Brasil.

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Nesta sexta-feira (27), a moeda norte-americana encerrou a R$ 5,1340 (-0,10%). 

Na semana, a divisa desvalorizou-se 0,81% ante o real. No mês, o recuo chegou a 2,16%.



Às 17h03 (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, recuava 0,20%, aos 97.594 pontos.

O especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, pontua que fatores externos — como a cautela geopolítica, dados de inflação mais fortes nos Estados Unidos e ajustes técnicos ligados à formação da Ptax — sustentaram a demanda pela moeda americana.

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“No cenário doméstico, a manutenção da atratividade do diferencial de juros brasileiro, com a divulgação do IPCA-15 bem acima das projeções, puxou os mercados de DI para cima. Isso reforçou o diferencial de juros, o que limitou movimentos mais intensos. O resultado foi um pregão marcado por baixa tendência, com o câmbio oscilando em faixa estreita”, explicou.

Para Shahini, o real voltou a se destacar entre as moedas emergentes, favorecido pelo elevado carry proporcionado pelo diferencial de juros doméstico. Além disso, o fluxo estrangeiro segue positivo, com entradas tanto para a bolsa quanto para o mercado de renda fixa, contribuindo para a sustentação da moeda brasileira.

O que mexeu com o dólar hoje?

No exterior, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,5% em janeiro ante dezembro de 2025, informou o Departamento do Trabalho do país nesta sexta-feira. Na comparação anual, o PPI avançou 2,9% em janeiro.

Analistas consultados pela FactSet esperavam altas de 0,3% e 1,6%, respectivamente.

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Os preços ao produtor nos EUA aumentaram mais do que o esperado em janeiro, como provável reflexo de as empresas repassarem os custos mais elevados das tarifas de importação, sugerindo que a inflação poderá acelerar nos próximos meses.

As bolsas de Wall Street operam em queda após os dados de inflação mais fortes.

No front geopolítico, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que não está satisfeito com o Irã e que deseja chegar a um acordo com Teerã, mas alertou que “às vezes é necessário” usar a força militar.

Trump, falando com repórteres ao deixar a Casa Branca para uma viagem ao Texas, disse que o Irã ainda não está disposto a renunciar às armas nucleares, conforme exigido pelos Estados Unidos.

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Além disso, o presidente norte-americano levantou a possibilidade de uma “tomada de controle amigável” de Cuba, dizendo que o secretário de Estado Marco Rubio estava lidando com a questão em um “nível muito alto”.

No cenário doméstico, a prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), avançou 0,84% em fevereiro, segundo dado divulgado pelo IBGE, e acumulou alta de 4,10% em 12 meses.

O número acelerou em relação à variação de +0,20% registrada em janeiro, permanecendo dentro do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima ou para baixo.

A estimativa era de que o índice avançaria 0,56% neste mês, de acordo com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast.

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*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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