Dólar

Dólar sobe a R$ 5,42 com Ptax, cenário eleitoral e expectativa de corte nos juros dos EUA

29 ago 2025, 17:05 - atualizado em 29 ago 2025, 17:15
dolar-acoes-moeda
(Imagem: iStock.com/Aslan Alphan)

O cenário eleitoral de 2026 e as expectativas de corte nos juros dos Estados Unidos continuaram a movimentar o dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta sexta-feira (29), o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,4220, com alta de 0,29%. 



O movimento destoou da tendência vista no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, caía 0,05%, aos 97.759 pontos.

  • LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-se

Na semana, o dólar acumulou queda de 0,07% ante o real. Em agosto, a divisa norte-americana recuou 3,19% frente a moeda brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que mexeu com o dólar hoje?

O cenário eleitoral continuou a movimentar o câmbio nesta sexta-feira (29), com a perspectiva de uma troca de governo no próximo ano e a expectativa de início do afrouxamento monetário a partir do primeiro trimestre de 2026. O real, porém, foi pressionado pela Ptax mensal — que encerrou agosto com baixa de 3,14%. 

Ontem (28), a pesquisa eleitoral da AtlasIntel/Bloomberg mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficaria atrás do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — candidato com preferência do mercado — em um eventual segundo turno da corrida presidencial.

Já hoje (29), o UBS BB afirmou que a avaliação do governo atual é insuficiente para sugerir uma vitória de Lula nas próximas eleições. De acordo com o agregador de pesquisas de popularidade do banco, considerando os resultados das pesquisas Quaest, Paraná Pesquisas e Datafolha, qualquer candidato com percentual abaixo de 40% não foi reeleito e nem conseguiu eleger um sucessor.

Lula, segundo o agregador do UBS, tem 29,7% de aprovação — somando as avaliações de “ótimo” e “bom”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os dados também movimentaram a sessão, mas com impacto neutro no câmbio. Entre eles, a dívida bruta do Brasil registrou alta em julho e ficou acima do esperado, enquanto o setor público consolidado brasileiro apresentou déficit primário mais forte do que o projetado, de acordo com dados pelo Banco Central.

A dívida pública bruta do país como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) fechou julho em 77,6%, contra 76,6% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público foi a 63,7%, de 62,9%.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 77,0% para a dívida bruta e de 63,4% para a líquida.

O anúncio de medidas com base na Lei de Reciprocidade Econômica, como uma retaliação ao ‘tarifaço’ dos Estados Unidos trouxe ruídos, mas também ficou em segundo plano. O presidente Lula disse que não está com pressa para adotar medidas de reciprocidade em entrevista à Rádio Itatiaia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A declaração nesta sexta-feira (29) foi dada no dia seguinte após o Ministério das Relações Exteriores acionar a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para analisar a aplicação pelo Brasil da Lei da Reciprocidade Econômica sobre os Estados Unidos.

Expectativa de corte nos juros nos EUA

No exterior, os dados dos Estados Unidos mantiveram a expectativa de afrouxamento monetário pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) já na próxima reunião de política monetária, em setembro.

A perspectiva foi reforçada com novos dados de inflação. O índice de preços (PCE), referência inflacionária para o Fed, subiu 0,2% em julho e avançou para 2,6% em um ano — acima da meta de 2% perseguida pelo BC norte-americano.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o núcleo da inflação avançou 0,3% no sétimo mês de 2025. No acumulado de 12 meses, os preços foram a 2,9%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O resultado veio em linha com as expectativas do mercado, que esperava aumentos de justamente 0,2% no mês e de 2,6% em um ano, segundo as projeções do Investing.com.

Após a inflação, o mercado aumentou ligeiramente a aposta de corte nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) em setembro. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a chance de o Fed reduzir os juros em 0,25 ponto percentual subiu para 87,2% ante 86,7% do fechamento de ontem (28). A taxa de juros norte-americana está na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
liliane.santos@moneytimes.com.br
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
As melhores ideias de investimento

Receba gratuitamente as recomendações da equipe de análise do BTG Pactual – toda semana, com curadoria do Money Picks

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar