Dólar

Dólar recua com negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã no radar e fecha a R$ 5,21

04 mar 2026, 17:24 - atualizado em 04 mar 2026, 17:57
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(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic)

O dólar perdeu força ante o real após o jornal norte-americano New York Times noticiar a tentativa de contato entre a inteligência iraniana e a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, em inglês) para um possível fim do conflito no Oriente Médio.  

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Nesta quarta-feira (4), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,2182, em queda de 0,89%. 



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O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h14 (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em queda de 0,30%, aos 98,758 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

Os movimentos geopolíticos seguiram como o principal vetor de variação do câmbio nesta quarta-feira.

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Pela manhã, o NYT reportou que agentes do Ministério da Inteligência do Irã sinalizaram abertura à Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) para negociações sobre o fim da guerra.

A oferta foi feita por meio da agência de espionagem de um país não identificado, disse o jornal, citando autoridades do Oriente Médio e de um país ocidental que falaram sob condição de anonimato.

Autoridades em Washington, no entanto, estão céticas quanto à possibilidade de o Irã ou o governo de Donald Trump estarem realmente dispostos a uma “saída”, pelo menos no curto prazo.

Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, a Espanha concordou em cooperar com as Forças Armadas norte-americanas, um dia após Trump ameaçar cortar relações comerciais com Madri, devido à sua posição contrária aos ataques dos EUA e de Israel ao Irã.

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“Acho que eles ouviram a mensagem do presidente ontem de forma clara e inequívoca. Segundo entendi, nas últimas horas eles concordaram em cooperar com as Forças Armadas dos EUA”, disse Leavitt em coletiva de imprensa.

Trump sugeriu a imposição de um embargo comercial a Madri devido à sua recusa em permitir que aeronaves norte-americanas usassem bases navais e aéreas operadas conjuntamente no sul da Espanha para a ofensiva contra Teerã. A Espanha classificou os bombardeios norte-americanos e israelenses ao Irã como imprudentes e ilegais.

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) divulgou no relatório “Livro Bege” que a atividade nos EUA cresceu um pouco, os preços seguiram em alta e os níveis de emprego permaneceram estáveis nas últimas semanas.

Atualmente, a expectativa do mercado é de que o Fed não faça outro corte até sua reunião de 28 e 29 de julho, quando o ex-diretor do Fed Kevin Warsh já deve estar empossado como novo chefe do banco central.

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Trump apresentou sua indicação de Warsh para substituir o chair do Fed, Jerome Powell, ao Senado dos EUA nesta quarta-feira. O mandato de Powell como chair do Fed termina em meados de maio, e a expectativa é de que Warsh apoie os cortes nos juros que Trump deseja.

Em segundo plano

No cenário doméstico, os investidores acompanharam o novo capítulo do caso Banco Master, com a prisão de Daniel Vorcaro na manhã desta quarta-feira por agentes da Polícia Federal. O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autorizou a transferência de Vorcaro para presídio estadual.

O esquema do Master funcionava com quatro núcleos de atuação, de acordo com as investigações da Polícia Federal (PF), reveladas na terceira fase da Operação Compliance Zero.

Segundo as investigações, havia um “núcleo financeiro”, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro. Também um “núcleo de corrupção institucional”, voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central.

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Os outros dois referiam-se ao “núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro”, com utilização de empresas interpostas, e ao “núcleo de intimidação e obstrução de Justiça”, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades.

Em nota, o Banco Central (BC) confirmou que identificou indícios de que dois servidores receberam “vantagens indevidas” do Banco Master e comunicou à PF.

Os servidores são o ex-diretor de Fiscalização, Paulo Sérgio Neves de Souza, e o ex-chefe do departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana – alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero.

“De imediato, o Banco Central afastou cautelarmente os referidos servidores do exercício de seus cargos e do acesso às dependências da instituição e a seus sistemas, instaurou procedimentos correcionais para apuração dos fatos e comunicou os indícios de prática de crimes à Polícia Federal”, disse a autoridade monetária em nota.

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*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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