Dólar

Dólar avança a R$ 4,96 com escalada das tensões no Estreito de Ormuz

04 maio 2026, 17:04 - atualizado em 04 maio 2026, 17:04
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(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar à vista ganhou força ante o real com as notícias de ataques do Irã a navios no Estreito de Ormuz, elevando as incertezas em relação à guerra.

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Nesta segunda-feira (4), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 4,9677 com alta de 0,30%.



O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com ganho de 0,26%, aos 98,414 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio seguiu atento ao noticiário geopolítico com a renovação das tensões entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz.

No final de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o “Project Freedom” ou Projeto Liberdade, em português, voltado a ajudar na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, apesar do bloqueio realizado pelo Irã.

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O estreito, considerado uma rota vital no transporte de petróleo, está fechado há mais de dois meses. O petróleo Brent, considerado referência no mercado internacional, fechou com alta de 5,8%, a US$ 114,44 o barril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Mais cedo, circularam notícias de que o Irã havia disparado dois mísseis contra um navio norte-americano no Estreito de Ormuz. Os EUA, no entanto, negaram a informação.

Na sequência, os Emirados Árabes Unidos afirmaram que um petroleiro foi alvo de ataques iranianos. Além disso, o órgão de Gestão Nacional de Emergências, Crises e Desastres do país informou que os sistemas de defesa aérea estavam respondendo a uma ameaça de míssil.

A Zona de Indústrias Petrolíferas de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, também foi alvo de um ataque de drone do Irã, o que resultou em um incêndio de grandes proporções.

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Em publicação no Truth Social, Trump afirmou que o Irã realizou ataques contra embarcações de países “não relacionados” à operação marítima americana no Estreito de Ormuz, incluindo um cargueiro da Coreia do Sul, em meio à escalada de tensões na região.

O presidente americano sugeriu ainda maior envolvimento de aliados asiáticos. “Talvez seja hora de a Coreia do Sul vir e se juntar à missão”, afirmou.

Segundo Trump, forças dos EUA já reagiram a incidentes no Golfo, alegando ter abatido sete pequenas embarcações, descritas como “lanchas rápidas”. Ele acrescentou que, “além do navio sul-coreano, até o momento não houve danos na passagem pelo estreito”.

O republicano informou ainda que o secretário de Guerra, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, realizarão uma coletiva de imprensa amanhã de manhã.

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Noticiário doméstico

Em segundo plano, o mercado acompanhou o evento de assinatura da Medida Provisória pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Esse tipo de medida não é recorrente. Estamos fazendo por um período de alto endividamento e juros elevados”, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que reforçou ainda que as “travas estruturantes” do programa impedem que ele tenha um impacto inflacionário.

Já no Boletim Focus divulgado nesta manhã pelo Banco Central, os economistas consultados pelo BC mantiveram a expectativa de Selic a 13% ao final deste ano e a 11% no próximo. Eles também seguiram com previsão de corte de 0,25 ponto na próxima reunião, em junho.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 aumentou em 0,03 ponto percentual, para 4,89%, oitava semana seguida de alta. Para o ano que vem permanece em 4%.

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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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