Dólar

Dólar cai 1% e fecha a R$ 4,91, no menor patamar em mais de 2 anos

05 maio 2026, 17:03 - atualizado em 05 maio 2026, 17:32
Dólar câmbio bdr ações
(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar à vista perdeu força ante o real com a entrada de fluxo estrangeiro após a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que foi vista como mais conservadora pelo mercado, e a manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.

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Nesta terça-feira (5), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 4,9119, em queda de 1,12%, no menor nível desde janeiro de 2024.



No exterior, por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com ganho de 0,26%, aos 98,414 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio seguiu atento aos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, com perspectiva de manutenção do cessar-fogo.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que o cessar-fogo com o Irã não terminou, apesar da troca de tirso entre EUA e o Irã no Golfo, enquanto lutam pelo controle do Estreito de Ormuz.

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Hegseth afirmou que os EUA conseguiram garantir um caminho através da hidrovia vital e que centenas de navios comerciais estavam fazendo fila para passar por ela, enquanto Washington busca quebrar o estrangulamento que o Irã tem exercido sobre o Estreito de Ormuz desde o início do conflito em 28 de fevereiro.

Além disso, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Muhammad Ishaq Dar, afirmou que Islamabad está confiante de que irá alcançar um progresso significativo nas negociações entre os EUA e o Irã, de acordo com uma postagem da Al Jazeera na rede social X.

“Foram feitos esforços para alcançar um cessar-fogo e iniciar um diálogo”, disse o ministro, de acordo com o veículo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã quer fazer um acordo e se recusou a dizer o que seria uma violação do cessar-fogo entre Washington e Teerã.

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“Você vai descobrir, porque eu vou te informar…Eles sabem o que não fazer”, disse Trump no Salão Oval a repórteres, negando que o Irã tenha disparado contra navios que estavam sob a proteção dos EUA.

Já um porta-voz ligado à Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) negou que o Irã tenha atacado os Emirados Árabes Unidos.

“As Forças Armadas da República Islâmica do Irã não realizaram, nos últimos dias, qualquer operação com mísseis ou drones contra os Emirados Árabes Unidos”, afirmou o representante em comunicado enviado via Telegram, acrescentando que, caso uma ação desse tipo tivesse ocorrido, teria sido anunciada “de forma clara e categórica”.

Ata do Copom

O mercado acompanhou ainda a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), onde o Banco Central (BC) avaliou que continuidade da guerra no Irã aumenta a chance de impactos duradouros na economia global.

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Além disso, a autarquia destaca que o conflito já pode ter sido suficiente para materializar riscos para a inflação no Brasil, especialmente a piora em expectativas de mercado.

O documento apontou uma piora em dados correntes de inflação, que surpreenderam de forma negativa em valores significativamente acima do esperado, mostrando “sinais claros de efeitos dos conflitos geopolíticos”, mas destacou que “eventos recentes não impediriam o prosseguimento” do ciclo de calibração da Selic.

Já em relação à extensão do ciclo de afrouxamento monetário, a ata destacou que em um “ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”.

Na avaliação do especialista de investimentos da Nomad, Bruno Shahini, a valorização do real foi puxada pela combinação de entrada de recursos comerciais — favorecida pelo petróleo ainda acima de US$ 110, que melhora os termos de troca e amplia a oferta de dólares — e fluxo financeiro, diante de um diferencial de juros elevado.

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“A ata do Copom, com tom mais conservador, reforçou a percepção de uma Selic mais alta ao fim do ciclo, sustentando o carry trade e incentivando a alocação em renda fixa local. No externo, o ambiente mais favorável a emergentes e o dólar global mais comportado também contribuíram, mesmo com o cenário geopolítico ainda incerto”, detalhou.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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