Dólar

Dólar dispara quase 2% e fecha a R$ 5,15 com chance de alta nos juros nos EUA

05 jun 2026, 17:04 - atualizado em 05 jun 2026, 17:07
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(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

Na retomada das negociações após o feriado de Corpus Christi, o dólar à vista ganhou força após dados de emprego nos Estados Unidos aumentarem a expectativa de elevação nos juros norte-americanos ainda neste ano.

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Nesta sexta-feira (5), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,1572, com alta de 1,78%, e um ganho de quase R$ 0,10 em relação à sessão anterior.



O dólar acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,63%, aos 100.045 pontos.

Na semana, o dólar acumulou alta de 2,27% ante o real no mercado à vista.

O que mexeu com o dólar hoje?

Os dados de empregos dos Estados Unidos concentraram as atenções – e a cautela – dos investidores globais.

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O payroll, principal relatório do mercado de trabalho norte-americano, apontou a criação de 172 mil empregos em maio, bem acima do esperado pelo mercado. Os economistas consultados pela Reuters esperavam a criação de 85 mil vagas no mês.

O resultado também representou um avanço em relação a abril, quando foram abertas 179 mil vagas não-agrícolas, dado revisado hoje.

Após o payroll, o mercado voltou a precificar uma elevação nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) no segundo semestre deste ano.

Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, mostrava 52,2% de chance de o Fed retomar o aperto monetário na decisão de política monetária em outubro. Atualmente, a taxa de referência dos EUA está na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

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“Um dado de emprego acima do esperado nos Estados Unidos, em um ambiente de inflação crescente, alimentou as expectativas de que o Fed volte a elevar os juros antes do fim do ano”, avalia James Knightley, economista-chefe internacional do ING.

Ele, porém, considera que o resultado acima do esperado pode ter sido impulsionado pela Copa do Mundo, já que o relatório mostrou um número “extraordinariamente forte” dos setores de lazer e turismo.

Além do mercado de trabalho ainda forte, o ING chama a atenção para os números de inflação elevados nos últimos meses. Segundo o economista-chefe, as apostas de novas altas nos juros podem ganhar ainda mais força com a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI), prevista para próxima quarta-feira (10).

A expectativa do banco é de que a inflação cheia acelere para 4,2%, ante 3,8%, enquanto o núcleo do indicador avance para 2,9%, de 2,8%. A meta de inflação do Fed é de 2%.

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Cenário geopolítico

O cessar-fogo entre Israel e Líbano e o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã continuaram no radar, ainda que em segundo plano.

Hoje, em entrevista à CNN, Mohsen Rezaei, conselheiro militar do Líder Supremo do Irã, afirmou que “as negociações estão num impasse e [o presidente dos EUA, Donald] Trump precisa romper esse impasse”.

Segundo ele, sem acordo, o país persa pode expandir a guerra para o Oceano Índico e atacar outras bases militares dos EUA.

Também nesta sexta-feira, os EUA impuseram novas sanções relacionadas ao Irã, concentradas em entidades, indivíduos e navios-tanque de gás GLP, segundo o Departamento do Tesouro norte-americano.

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Entre as 12 entidades designadas, estão cinco sediadas nas Ilhas Marshall, quatro nos Emirados Árabes Unidos e uma na China, de acordo com detalhes publicados no site do departamento. Seis embarcações foram visadas, incluindo quatro navios-tanque com bandeira do Panamá.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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