Dólar

Dólar cai a R$ 5,22 por incerteza com Payroll e alívio nas tensões entre EUA e Irã

06 fev 2026, 18:08 - atualizado em 06 fev 2026, 18:08
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(Imagem: Pexels)

O dólar à vista (USDBRL) encerrou em queda após as conversas indiretas entre Estados Unidos e Irã, aliviando as tensões geopolíticas, e a incerteza do mercado com o Payroll na próxima semana.

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Nesta sexta-feira (6), a moeda norte-americana encerrou a R$ 5,2204 (-0,63%). 



O movimento acompanhou a tendência vista no exterior. Às 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, caía 0,19%, aos 97,6330 pontos.

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a queda do dólar hoje refletiu o enfraquecimento da moeda americana no exterior com a incerteza antes da divulgação do Payroll, alpem da procura por risco com a alta das bolsas de Nova York, o que favorece os ativos de mercados emergentes.

“Paralelamente, o real continua sendo beneficiado pelo elevado diferencial de juros do Brasil — ainda muito atrativo mesmo com a perspectiva de início de cortes em março —, o que tem estimulado a entrada de fluxo estrangeiro para bolsa e renda fixa, reforçando a apreciação da moeda brasileira”, detalha Shahini.

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Na semana, o dólar recuou 0,52% ante o real.

O que mexeu com o dólar hoje?

No exterior, o índice de sentimento do consumidor nos Estados Unidos, elaborado pela Universidade de Michigan, avançou de 56,4% em janeiro para 57,3% em fevereiro, em leitura preliminar. Os analistas ouvidos pela FactSet esperavam uma queda do índice para 54,3%.

À tarde, a presidente da unidade do Federal Reserve de San Francisco, Mary Daly, afirmou que, embora as empresas estejam em grande parte cautelosamente otimistas, as famílias têm cautela, pois estão cientes de que o atual mercado de trabalho com “baixa contratação e baixa demissão” pode rapidamente se transformar em um mercado de trabalho com “nenhuma contratação e mais demissões”.

“Com a inflação acima da meta de 2% do Fed, isso parece precário, e com razão”, disse Daly em publicação no LinkedIn. “O que isso significa para a política monetária? Devemos observar os dois lados do nosso mandato. Os norte-americanos merecem estabilidade de preços e pleno emprego, e não podemos dar nenhum dos dois como garantido.”

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Além disso, após a escalada da tensão dos últimos dias, EUA e Irã se reuniram para realizar as conversas indiretas em Omã.

O governo do Irã informou que as conversas indiretas com os Estados Unidos foram encerradas “por enquanto”, sem fornecer mais detalhes, conforme relatado pela Al Jazeera. O conteúdo das negociações ainda não foi esclarecido, enquanto Teerã mantém a posição de que as discussões devem se restringir à questão nuclear.

No cenário doméstico, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou ligeiramente para baixo sua projeção para o crescimento econômico em 2026, revendo para cima a estimativa para a inflação ao consumidor no ano.

Relatório da SPE projetou a alta do PIB neste ano em 2,3%, abaixo dos 2,4% estimados em novembro. A pasta ainda elevou de 2,2% para 2,3% a previsão de crescimento da atividade em 2025, dado que será oficializado pelo IBGE apenas em março.

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Com relação à inflação, a secretaria estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2026 em 3,6%, contra 3,5% antes.

O relatório projetou que o gasto do governo com Benefício de Prestação Continuada (BPC) saltará de R$ 127 bilhões em 2025 para R$ 300 bilhões em 2035. A SPE espera que os gastos com o benefício, pago a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda, superem o do Bolsa Família já em 2028.

No caso da Previdência Social, a secretaria estimou que a despesa federal subirá de R$ 1 trilhão em 2025 para R$ 3,4 trilhões em 2035. Os cálculos consideram projeções de evolução demográfica do país.

Na coletiva, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, disse que a estabilização da dívida pública no Brasil não será alcançada puramente pela gestão fiscal do governo, ressaltando que a melhora depende da política monetária implementada pelo Banco Central.

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Mello, que está em avaliação no governo para possivelmente ocupar uma diretoria do BC, disse que a atuação harmonizada das políticas econômica, fiscal e monetária gerou efeitos positivos na inflação em 2025.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo 

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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