Dólar recua e fecha a R$ 5,14, no menor nível desde fevereiro, apesar de ameaças renovadas de Trump ao Irã
O dólar à vista fechou em queda, em dia de perda de força da moeda norte-americana, mesmo após as falas do presidente dos EUA, Donald Trump.
Nesta segunda-feira (6), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,1465, com queda de 0,26%. Esse é a menor cotação de fechamento desde 27 de fevereiro, véspera do início da guerra no Irã.
O movimento destoou do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava praticamente estável, com leve queda de 0,05%, aos 99,979 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
Novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seguiram no radar dos mercados sobre a guerra no Irã.
Em coletiva de imprensa no Salão Oval, Trump sugeriu que o Irã pode ser eliminado em uma única noite, e que poderia ser nesta terça-feira (7).
“O país inteiro pode ser eliminado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”, disse Trump no Salão Oval, elevando o tom das ameaças contra o país persa.
Segundo o presidente norte-americano, o acordo com o Irã deve incluir a livre circulação no Estreito de Ormuz.
Ao longo da coletiva de imprensa, Trump reiterou que, sem um acordo, os EUA podem atacar pontes e a infraestrutura energética iraniana.
Além disso, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que hoje será o pior dia de ataques, mas amanhã será ainda mais pesado.
O mercado ainda digeriu o payroll de março, que apontou a abertura de 178 mil empregos, de acordo com o U.S Bureau Labor Statistics. O resultado representou uma recuperação do mercado de trabalho em relação a fevereiro.
A mediana dexpectativa de analistas consultados pelo Projeções Broadcast era de criação de 51 mil vagas no mês.
O payroll é a principal métrica do mercado de trabalho dos EUA e avaliado de perto pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos). A taxa de desemprego caiu de 4,4% em fevereiro para 4,3% em março.
*Com informações de Reuters