Dólar

Dólar cai a R$ 5,18 com fluxo estrangeiro para emergentes e melhora na inflação

09 fev 2026, 17:28 - atualizado em 09 fev 2026, 17:28
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(Imagem: Pexels)

O dólar à vista (USDBRL) perdeu força ante o real, em linha com o movimento observado no exterior, a entrada de fluxo estrangeiro em emergentes e a melhora nas expectativas de inflação.

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Nesta segunda-feira (9), a moeda norte-americana encerrou a R$ 5,1882 (-0,62%), menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024. 



De acordo com Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o dólar operou em queda hoje sob predominância de fatores externos, como a queda acentuada do DXY e a continuidade do movimento de rotação de fluxos globais em direção a mercados emergentes.

Às 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra, caía 0,83%, aos 96.807 pontos.

“No Brasil, o movimento é reforçado pela entrada de fluxo comercial e financeiro e pela leitura de que a inflação tem se comportado melhor, abrindo espaço para o ciclo de cortes da Selic gradual a partir de março”, detalha Shahini.

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O que mexeu com o dólar hoje?

No cenário doméstico, os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) reduziram novamente a projeção para a inflação de 2026, de 3,99% para 3,97%, segundo dados do Boletim Focus.

As previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para os três anos seguintes seguem estáveis: 3,80% em 2027; 3,50% em 2028 e 2029. Amanhã, os dados de inflação do Brasil referentes a janeiro serão divulgados.

Nesta manhã, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, discursou em evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e afirmou que há necessidade de reconhecer a melhora na situação econômica entre o período da conclusão da alta de juros e agora.

Segundo Galípolo, o BC segue data dependent e que a palavra-chave do atual estágio da política monetária é “calibragem”, termo que classificou como “essencial”.

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No exterior, o dólar sustentou baixas firmes ante o iene, após a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, no fim de semana. Além disso, a moeda norte-americana cedeu ante o euro e a libra, com investidores à espera pela divulgação ao longo da semana de dados de varejo, inflação e empregos (Payroll) nos Estados Unidos.

O dado do mercado de trabalho, que deveria ter sido publicado na semana passada, foi adiado em razão do shutdown parcial do governo, já encerrado, o que aumenta a expectativa dos investidores para os números desta semana.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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