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Dólar tem leve queda, na contramão do exterior, com suporte do petróleo e IBC-Br mais forte

19 fev 2026, 17:20 - atualizado em 19 fev 2026, 17:20
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(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar fechou em leve queda frente ao real nesta quinta-feira (19), com baixa de 0,04%, a R$ 5,2282, descolando do movimento observado no exterior.

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Lá fora, o índice DXY — que mede a força da moeda norte-americana frente a uma cesta de divisas de países desenvolvidos — subia 0,20% por volta das 17h, aos 97,89 pontos.

Analistas explicam que o desempenho do real foi sustentado principalmente pelo avanço das commodities, reforçando a percepção de uma balança comercial mais favorável ao Brasil.

Além disso, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), veio melhor do que o esperado e fortaleceu a visão de juros elevados por mais tempo no país — o que preserva o diferencial de taxas e mantém o real atrativo para estratégias de carry trade.

“A valorização do petróleo contribuiu para o fortalecimento do real, enquanto o IBC-Br mais resiliente reforçou a percepção de cortes mais graduais da Selic, preservando o diferencial de juros ainda elevado e favorecendo estratégias de carry trade. Soma-se a isso a entrada tática de investidores estrangeiros em ativos brasileiros, em um pregão marcado por maior volume no mercado futuro de câmbio”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

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Os preços do petróleo avançaram nesta quinta-feira, em meio às tentativas de Estados Unidos e Irã de aliviar o impasse nas negociações sobre o programa nuclear de Teerã, ao mesmo tempo em que ambos intensificaram atividades militares na principal região produtora da commodity. O barril do Brent subiu 2,10%, a US$ 71,83.

Já o IBC-Br registrou queda de 0,2% em dezembro — resultado melhor que a mediana das projeções da Reuters, que apontava recuo de 0,5% — e encerrou 2025 com crescimento de 2,5%.

Para Rodolfo Margato, economista da XP, a leitura do quarto trimestre foi levemente positiva, apesar da queda mensal. O indicador avançou 0,4% no período, enquanto a XP estima que o PIB tenha crescido 0,1% no trimestre, fechando o ano com alta de 2,3%.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br

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