Dólar

Dólar sobe mais de 1% e alcança R$ 5,05 após pesquisa de cenário eleitoral e incertezas no exterior

19 maio 2026, 12:58 - atualizado em 19 maio 2026, 13:08
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(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar à vista (USDBRL) avança mais de 1% após pesquisa AtlasIntel/Bloomberg apontar aumento da rejeição do pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além do fortalecimento da moeda no exterior, diante das incertezas geopolíticas quanto a um acordo entre Estados Unidos e Irã.

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Por volta de 12h37 (horário de Brasília), o dólar operava a R$ 5,0530, com alta de 1,10%, no mercado à vista. Na máxima, a moeda chegou a ser cotada a R$ 5,0580 (+1,19%).



O fortalecimento do dólar ante a moeda brasileira acompanha o desempenho da divisa no exterior. No mesmo horário, o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com ganho de 0,19%, aos 99.382 pontos.

De acordo com levantamento AtlasIntel/Bloomberg para a eleição presidencial de outubro deste ano, realizado após a revelação das ligações entre o senador Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro despencou 6 pontos percentuais no cenário de segundo turno.

Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro tem 41,8%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou a liderança, com 48,9% das intenções de voto. Na pesquisa de abril, o senador tinha ligeira vantagem na pesquisa, com 47,8%, ante 47,5% de Lula.

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Entre os entrevistados, 95,6% sabiam do áudio e das mensagens vazadas de conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, enquanto apenas 4,4% desconheciam as informações reveladas pelo Intercept Brasil.

A pesquisa foi realizada pelo recrutamento digital por meio da navegação de rotina na web com eleitores maiores de 16 anos. Foram 5.032 respondentes entre a última quarta-feira (13) – quando foi publicada a reportagem do Intercept Brasil com Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro – e esta segunda-feira (18), nos 26 estados e no Distrito Federal.

O filho do ex-presidente, em nota, afirmou que a pesquisa da AtlasIntel teve precedente manipulativo grave e informou que protocolou um pedido de liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender a divulgação do levantamento, uma vez que a metodologia do instituto comprometeria a integridade dos resultados.

“Nos últimos meses, temos observado que o mercado financeiro, na prática, tem reagido de forma mais favorável a notícias, análises e cenários que indiquem uma possível troca de governo, diante da expectativa de uma gestão considerada mais conservadora do ponto de vista fiscal”, disse o analista de inteligência de mercados da Stonex Leonel de Oliveira Mattos.

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No cenário internacional, acrescenta o especialista da Stonex, o dólar é fortalecido pela maior preocupação de investdores com o impasse diplomático entre Estados Unidos e Irã, que demonstraram grandes divergências nas negociações para tentar alcançar um fim para a guerra e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do petróleo Brent para julho operam em queda de 1,35%, a US$ 110,53 o barril, por volta das 12h43 (horário de Brasília). O movimento ainda reflete as falas na véspera do presidente dos EUA, Donald Trump, cancelando um ataque ao Irã previsto para esta terça-feira.

Hoje, porém, Trump disse que os EUA podem precisar atacar o Irã novamente, e que estava a apenas uma hora de decidir sobre um ataque antes de adiá-lo. “Eu estava a uma hora de tomar a decisão de fazer hoje”, afirmou a repórteres na Casa Branca.

O estresse doméstico também afeta a curva de juros futuros, com as taxas de Depósitos Interfinanceiros (DIs) avançando em relação ao fechamento anterior (18) – com destaque para os vértices de longo prazo.

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A taxa de DI para janeiro de 2031, de médio prazo, avançou para 14,300% ante 14,130% do ajuste anterior, alta de 17 pontos-base. Já a taxa de DI para janeiro de 2036 saltou a 14,350%, ganho também de 17 pontos-base em relação ao ajuste anterior, de 14,180%.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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