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Dólar sobe com conflito no Irã impulsionando demanda por ativos seguros e alta do petróleo

02 mar 2026, 7:08 - atualizado em 02 mar 2026, 7:08
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(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic)

O dólar norte-americano sube frente ao euro, ao iene e ao franco suíço nesta segunda-feira (2), impulsionado pela alta dos preços da energia e pela busca por ativos considerados seguros após ataques dos Estados Unidos e de Israel no Irã aumentarem as preocupações com um conflito prolongado no Oriente Médio.

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Investidores acompanham de perto os desdobramentos no estratégico Estreito de Ormuz, cujo tráfego foi afetado por ataques retaliatórios iranianos.

Uma alta acentuada e prolongada do petróleo prejudicaria severamente as economias do Japão e da zona do euro, altamente dependentes de importações de petróleo bruto, enquanto os Estados Unidos estariam relativamente mais protegidos, já que se tornaram exportadores líquidos de petróleo bruto há quase uma década.

“A reação no centro de tudo é a do mercado de petróleo”, disse Thu Lan Nguyen, chefe de pesquisa de câmbio e commodities do Commerzbank.

“Mesmo a notícia de que alguns países da Opep+ ampliarão a produção mais fortemente no próximo mês do que o planejado anteriormente pouco altera isso (o impacto econômico dos preços do petróleo), dado que a maioria desses países tem opções muito limitadas para exportar seu petróleo por rotas alternativas”, acrescentou Nguyen.

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Analistas do Barclays estimaram que o dólar pode se fortalecer entre 0,5% e 1% a cada aumento de 10% no petróleo, argumentando que a escalada no Irã se soma aos recentes fatores de sustentação da moeda americana, via preços mais altos de energia e aversão ao risco.

O índice do dólar, que mede o valor da moeda americana frente a seus principais parceiros comerciais, subiu 0,74%, para 98,37, após atingir 98,566 — o maior nível desde 23 de janeiro.

Euro sob pressão; franco suíço enfraquece

O franco suíço atingiu uma nova máxima em 11 anos frente ao euro, em 0,9028. Frente ao dólar, caia 0,43%, para 0,7727, mas ainda negociava não muito distante da máxima de uma década, de 0,7604, registrada no fim de janeiro.

O Swiss National Bank afirmou nesta segunda-feira que está mais disposto a intervir nos mercados cambiais após o conflito no Oriente Médio.

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O euro recua 0,80%, para US$ 1,1721, depois de atingir US$ 1,1698 — o menor nível desde 22 de janeiro.

“Uma alta sustentada de US$ 15 por barril no preço do petróleo poderia elevar o nível de preços ao consumidor na zona do euro em quase 0,5% e reduzir proporcionalmente o ganho na renda disponível”, disse Holger Schmieding, economista-chefe do Berenberg.
Iene cai com postura do boj em foco

Após uma valorização inicial automática, o iene perdeu força e caiu 0,61%, para 157,005 por dólar. A moeda chegou a 157,25, o menor nível desde 9 de fevereiro.

“Um choque na oferta de energia representa sérios desafios para o Banco do Japão e também pode comprometer os planos de gastos da primeira-ministra Sanae Takaichi, que já exigiam forte compensação fiscal”, disse Savage, estrategista-chefe de mercados do BNY.

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O iene havia se fortalecido após a vitória de Takaichi em 8 de fevereiro, com expectativas de aperto monetário impulsionado por estímulos, antes de devolver esses ganhos diante de dúvidas sobre uma possível postura mais branda do Banco do Japão.

O vice-governador do Bank of Japan, Ryozo Himino, afirmou que a crescente volatilidade dos mercados não impedirá o banco central de elevar os juros, argumentando que não é apropriado vincular automaticamente as decisões de política monetária aos movimentos do mercado.

O dólar australiano, sensível ao risco, chegou a cair 1,2% antes de reduzir as perdas para 0,60%, sendo negociado por último a US$ 0,7025.

O yuan chinês no mercado offshore recuou 0,25%, para 6,8819 por dólar, após o People’s Bank of China enfraquecer sua taxa de referência diária no mercado doméstico para conter a valorização frente ao dólar. A China é importadora de energia e principal compradora do petróleo iraniano.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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