Dona da Afya e Yduqs negociam potencial fusão dos negócios; ação YDUQ3 salta na B3
O grupo alemão Bertelsmann, controlador da Afya, e a Yduqs (YDUQ3) estão em tratativas iniciais visando uma potencial combinação de negócios, confirmou a Yduqs em comunicado ao mercado. A operação, se avançar, pode criar um dos maiores grupos privados de educação do país e ampliar a consolidação do setor de ensino superior.
A Bertelsmann controla a Afya, empresa brasileira especializada em educação na área de saúde e com ações negociadas na Nasdaq, nos Estados Unidos. O grupo alemão detém 65,2% do total de ações da companhia, segundo informações divulgadas sobre a estrutura acionária.
Já a Yduqs é uma das principais empresas de educação superior do Brasil. Dona de marcas como Estácio e Ibmec, a companhia tem ações negociadas na B3 sob o código YDUQ3.
Uma eventual combinação com a Yduqs ampliaria significativamente o alcance do grupo alemão no mercado brasileiro, reunindo a presença da Afya em medicina com o portfólio mais amplo da Yduqs em graduação e pós-graduação.
Após a divulgação da notícia, as ações YDUQ3 chegaram a saltar mais de 10% na bolsa brasileira. Por volta de 10h45, o papel subia 9,91%, a R$ 8,65, sendo o principal destaque positivo no Ibovespa. Em contrapartida, AFYA caía 0,7% no Nasdaq e o BDR A2FY34 caía 0,93% na B3.
No domingo (23), o jornal Valor Econômico havia publicado que dois executivos de alto escalão da Bertelsmann estiveram em São Paulo na semana passada para tratar do assunto. As conversas teriam ocorrido com a participação do Bank of America.
Segundo o fato relevante divulgado pela Yduqs nesta segunda-feira (24), as negociações estão em estágio preliminar, sem qualquer acordo formalizado, contrato ou compromisso vinculante até o momento.
A empresa ressaltou ainda que a análise constante de oportunidades estratégicas está alinhada com seu foco em gerar valor aos acionistas, destacando que a consolidação do setor educacional é vista como um fator estruturante importante para o crescimento sustentável da companhia.
Ainda não há, contudo, detalhes públicos sobre o formato que uma eventual operação poderia assumir, como relação de troca de ações, participação dos atuais acionistas ou estrutura de controle da companhia resultante.