Internacional

Japão lança drone de papelão 20 vezes mais barato; veja imagens

18 maio 2026, 17:55 - atualizado em 18 maio 2026, 17:55
Drone AirKamuy 150. Imagem: AirKamuy / Divulgação

Apesar de incomum, o papelão — material simples e de baixo custo — passou a integrar uma nova estratégia militar japonesa. O país adotou o AirKamuy 150, um drone desenvolvido pela startup japonesa AirKamuy, que utiliza papelão ondulado em sua estrutura.

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A aeronave já foi incorporada pela Força Marítima de Autodefesa do Japão, o que chama atenção por se tratar de um material pouco convencional em aplicações militares.

Segundo informações divulgadas, o drone pode atingir velocidades de até 120 km/h e permanecer no ar por mais de 80 minutos. Ele também tem capacidade para transportar cargas de até 1,4 kg e é considerado mais difícil de ser detectado por radares em determinados cenários.

A novidade foi apresentada pelo ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, em publicação na rede X. O equipamento é atualmente utilizado como alvo em treinamentos militares, embora ainda não haja confirmação sobre sua aplicação em missões operacionais, como reconhecimento.

A vantagem do papelão

O principal diferencial do projeto está no custo. Cada unidade do AirKamuy 150 é estimada entre US$ 2 mil e US$ 2,5 mil — valor significativamente inferior ao de drones militares tradicionais.

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Para comparação, o drone iraniano Shahed, usado no conflito entre Rússia e Ucrânia, custa entre US$ 20 mil e US$ 50 mil.

Além disso, o modelo japonês também pode superar drones mais caros em velocidade, como o drone americano Lucas, avaliado em cerca de US$ 10 mil.

Outro ponto destacado é que o papelão reflete menos sinais de radar do que materiais metálicos, o que pode reduzir sua assinatura e dificultar a detecção.

AirKamuy 150 em reportagem. Imagem: Reprodução / NHK World Japan

Produção rápida e uso em larga escala

O AirKamuy 150 pode ser enviado desmontado e montado rapidamente em campo, sem necessidade de ferramentas complexas. Isso facilita a produção em larga escala e o uso simultâneo de múltiplas unidades.

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A proposta também permite fabricação descentralizada, com oficinas simples capazes de produzir as peças, o que amplia a escalabilidade do sistema.

Por que descartável?

Por ser feito de papelão, o drone tem vida útil reduzida e é considerado praticamente descartável. A estratégia por trás disso é a saturação de defesas inimigas: em vez de poucos equipamentos caros e sofisticados, utiliza-se um grande número de drones baratos para sobrecarregar sistemas de defesa.

Esse modelo faz parte de uma tendência de diversificação de fornecedores e redução da dependência de grandes fabricantes, permitindo maior agilidade na produção em massa.

A iniciativa integra uma reorientação da política de defesa do Japão, que conta com um orçamento de cerca de 9 trilhões de ienes (aproximadamente R$ 297 bilhões), com parte dos recursos destinada a sistemas autônomos.

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Imagem: Divulgação/Airkamuy via X.

*Sob supervisão de Renan Dantas.

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