Comprar ou vender?

Duas empresas da Bolsa brasileira que são beneficiadas pela mudança tarifária dos EUA, segundo o BTG

24 fev 2026, 18:20 - atualizado em 24 fev 2026, 18:32
EUA Brasil tarifas morning agenda ibovespa wall street mercados
Time de analistas do banco identifica mudanças significativas nas cobranças sobre importações da WEG, enquanto Embraer tem momento de taxa zerada (Imagem: Racide/iStock)

WEG (WEGE3) e Embraer (EMBJ3) devem se beneficiar da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou tarifas baseadas no International Emergency Economic Powers Act (IEEPA), segundo o BTG Pactual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde agosto, a WEG enfrentava taxas de 50% sobre exportações para os EUA, destaca relatório assinado por Lucas Marquiori e equipe. A partir de agora, a companhia brasileira lida com uma cobrança de, no máximo, 15% – que é válida por 150 dias.

No caso da Embraer, a empresa já estava sujeita a tarifas de 10%, porém esse número deve ser reduzido a 0%, ao menos temporariamente, explicam os especialistas do BTG.

Como a decisão da suprema corte beneficia as duas empresas

Agora que a Suprema Corte norte-americana considerou ilegal o uso do IEEPA como fundamento para esse tipo de cobrança, o governo norte-americano adotou a Seção 122 do Trade Act para manter alguma imposição de tarifas.

É dessa forma que o presidente dos EUA, Donald Trump, pode taxar produtos em até 15% pelo período de 150 dias – o país tem determinado uma taxa global de 10%, abaixo do limite.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É por isso que a WEG, produtora de bens como equipamentos eletroeletrônicos, motores elétricos, tintas e vernizes, deixou de enfrentar a taxa de 50%.

A situação da Embraer é diferente, acrescenta o BTG. A empresa estava sujeita a uma cobrança mais baixa em suas exportações para os Estados Unidos, de 10%. Além disso, o setor de aviação foi incluído como item sob investigação nos termos da Seção 232 e, por isso, as tarifas foram zeradas temporariamente.

WEG é a vencedora

Os analistas do BTG veem a WEG como “principal vencedora relativa”. “A companhia ainda dependia de maneira relevante das exportações do Brasil para os EUA e estava exposta à tarifa anterior de 50%. Com a redução para até 15%, acreditamos que o efeito deve ser significativamente positivo para margens daqui em diante”, diz Marquiori.

O analista ainda destaca que a companhia já havia implementado reajustes de preços expressivos para lidar com as tarifas, que dificilmente serão revertidos agora. Esse é mais um aspecto capaz de contribuir com a WEG.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que aconteceu com as tarifas de Trump

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu na última sexta-feira (20) que o governo não pode mais utilizar o IEEPA como base para impor tarifas a partir de argumentos como déficits comerciais e tráfico de drogas, pois eles não se caracterizam emergência nacional.

Entretanto, tarifas para produtos de setores específicos, como aço, alumínio, automóveis e autopeças continuam vigentes.

Além disso, o governo pode recorrer a outros instrumentos legais para manter sua estratégia em relação a esse tipo de cobrança.

Junto à Seção 122, já utilizada, os analistas do BTG destacam a 301, que dispõe sobre práticas comerciais desleais e a 232, relativa à segurança nacional. Porém, esses processos são mais lentos do que os adotados até agora, acrescentam. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda que a derrubada das taxas baseadas no IEEPA tenha beneficiado países como China, Índia e Brasil, o cenário segue incerto por conta dos outros fundamentos legais que podem ser usados para compensar parte da redução, afirmam os analistas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, escreve sobre o mercado financeiro e economia desde 2021.
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, escreve sobre o mercado financeiro e economia desde 2021.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar