Economia

Durigan descarta congelar preços dos combustíveis

02 abr 2026, 9:03 - atualizado em 02 abr 2026, 8:59
carbono oculto raízen distribuidoras combustíveis (1)
(iStock.com/Lemon Photo)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na quarta-feira (1º) que há limites claros para decisões relacionadas aos preços dos combustíveis, pressionados globalmente pelo conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.

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“Não podemos agora repetir o que foi feito no passado, segurando preços administrados sem que as governanças das empresas funcionem regularmente. Também não é razoável que o país fique totalmente exposto à volatilidade”, disse Durigan, em entrevista à GloboNews.

O ministro destacou que a primeira rodada de medidas foi conduzida exclusivamente pelo governo federal, enquanto a segunda etapa envolve os Estados, para garantir a oferta estável de diesel no país.

Na noite de terça-feira (31), o Ministério da Fazenda e o Comsefaz informaram que mais de 80% dos estados já aderiram à proposta de subvenção, que prevê subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado entre abril e maio. O custo estimado de R$ 3 bilhões será dividido igualmente entre União e Estados.

Durigan afirmou que a medida deve auxiliar tanto o resultado fiscal quanto as famílias brasileiras, sem interferir nas empresas.

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“Se for necessário adotar novas ações, elas serão avaliadas pelo Ministério da Fazenda para não prejudicar as contas públicas. Com o aumento de arrecadação, muito em razão do preço do petróleo no mundo, podemos e devemos usar esses recursos, não apenas para fins fiscais”, afirmou.

O ministro acrescentou que o governo poderá adotar novas medidas dependendo do desenrolar do conflito, voltadas a gás de cozinha (GLP) e querosene de aviação (QAV), seguindo a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de mitigar os impactos da guerra sobre os brasileiros.

“É uma guerra distante do país. Talvez alguns políticos de oposição apoiem o conflito, por afinidade com o governo norte-americano, mas nós protegemos o interesse nacional. Pensando em caminhoneiros e famílias, é importante adotar medidas razoáveis, dentro do que estiver ao nosso alcance, sem deixar de proteger a economia nacional”, concluiu Durigan.

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