Aécio Neves (PSDB) diz que não disputará cargos nestas eleições
O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, anunciou nesta terça-feira, 4, que não disputará nenhum cargo eletivo nas eleições de 2026. O tucano era cotado tanto para concorrer ao Senado por Minas Gerais quanto para voltar a disputar a Presidência da República. Em mensagem divulgada à militância do partido, afirmou que permanecerá no comando da legenda e concentrará sua atuação na construção de um projeto de centro democrático para o País.
Na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em julho de 2026, a rejeição de Aécio Neves foi de 54%. Esse número o colocou na liderança do ranking nacional de líderes políticos rejeitados pelo eleitorado.
Segundo o tucano, a decisão foi “especialmente difícil”, sobretudo por afirmar que liderava as pesquisas para uma das vagas ao Senado por Minas Gerais. “Chego às vésperas de uma eleição liderando as pesquisas sobre a disputa por uma das vagas ao Senado. Essa nova e reiterada demonstração de confiança dos mineiros me toca de forma especial”, afirmou.
O dirigente ressaltou, contudo, que a decisão não representa uma aposentadoria da vida pública nem das futuras disputas eleitorais. Aécio afirmou que sua prioridade será fortalecer o centro político e comandar o PSDB na formulação de um novo projeto para o País.
“A minha prioridade, a partir de agora, é liderar, como presidente nacional do PSDB, um novo e vigoroso projeto de Brasil, liberal na economia, inclusivo no campo social, responsável na gestão fiscal e pragmático na defesa dos interesses do país ao redor do mundo”, declarou.
Na mensagem, o tucano também criticou a polarização política e afirmou que pretende trabalhar para construir uma alternativa ao cenário dominado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Somos muito maiores do que a soma de Lula e Bolsonaro e vamos mostrar isso preparando esse novo e consistente projeto de Brasil”, afirmou.
Em 2002, Aécio foi eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno, sendo reeleito também em primeiro turno em 2006. Em 2010, renunciou ao governo para disputar o Senado e foi eleito. Quatro anos depois, concorreu à Presidência da República pelo PSDB e foi derrotado pela então presidente Dilma Rousseff (PT) no segundo turno, por uma diferença de pouco mais de 3 milhões de votos. Em 2022, voltou à Câmara dos Deputados como representante de Minas Gerais.