Eleições 2026

Eleições 2026: Como a logística do TSE blinda votação e apuração e evita ‘ruídos’ em caso de apagão na rede elétrica

11 set 2026, 7:15
TSE tem esquema para garantir votação e apuração eletrônicas mesmo com apagões (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Se a rede elétrica falhar em centros urbanos no dia da votação nas eleições 2026, a rotina dos eleitores sofre alterações imediatas, mas o cronograma de apuração permanece intocado. O sistema eleitoral brasileiro foi projetado para que instabilidades na rede não interfiram no resultado final.

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Cada uma das mais de 500 mil urnas eletrônicas possui autonomia de funcionamento por meio de baterias internas de lítio com duração de até 12 horas. Dessa forma, o fluxo de votação prossegue mesmo que o local perca completamente o abastecimento de energia.

Para garantir a transmissão dos dados, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais (TREs) operam com infraestrutura de TI redundante. O sistema inclui geradores de grande porte, sistemas de nobreaks industriais e redes de dados exclusivas.

Paralelamente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e as distribuidoras locais atuam sob regime de plantão especial, suspendendo manutenções programadas em circuitos que abastecem os pontos focais da apuração.

Ao consolidar a apuração poucas horas após o fechamento das seções, o modelo brasileiro reduz o espaço para “ruídos e especulações” que possam desestabilizar o sistema político e até preços dos ativos financeiros, por exemplo, negociados em outros mercados.

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*Sob orientação de Gustavo Porto

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Juliana Rodrigues é estudante de jornalismo na Unifatecie. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Juliana Rodrigues é estudante de jornalismo na Unifatecie. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
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