Política

Eleições 2026: Senado troca dois terços dos integrantes neste ano; entenda o que está em jogo

18 fev 2026, 10:00 - atualizado em 18 fev 2026, 10:00
senado dosimetria
(Foto: Reuters/Adriano Machado)

Além da sucessão presidencial, as eleições de 2026 também contam com a renovação de dois terços do Senado Federal. São 54 cadeiras em jogo que devem ditar a governabilidade e a segurança jurídica do país até 2034.

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Diferentemente de 2022, o Senado Federal reafirma sua relevância indo além do prestígio político: a Casa consolidou-se como o filtro técnico para pautas que definem o Custo Brasil e a precificação de ativos no longo prazo.

STF: O filtro das sabatinas e a segurança jurídica

A nova bancada terá a missão de sabatinar três novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) entre 2027 e 2030 (vagas de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes). Isso significa o redesenho da face da Corte pela próxima década.

O Senado também terá quórum para pautar temas como o fim das decisões monocráticas e mandatos fixos para ministros, temas que hoje geram volatilidade institucional e ruído nos mercados de capitais.

Reforma Tributária: O “botão” das alíquotas está no Senado

Na economia, o Senado assume o papel de “Conselho de Administração” do novo sistema fiscal. Três pontos são vitais para o monitoramento:

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  • O número nágico (49): Para aprovar qualquer ajuste na Reforma Tributária em 2027, são necessários 49 votos. A eleição de 2026 decide se o governo terá esse quórum de maioria qualificada.
  • Fixação de alíquotas: Caberá ao Senado Federal fixar as alíquotas de referência do IBS/CBS. O investidor de setores sensíveis, como varejo e serviços, deve monitorar quem serão os “donos da caneta”.
  • Comitê gestor: A sabatina dos diretores do órgão que centralizará a arrecadação nacional passará pela nova bancada de senadores.

Cenário Político: Racha na direita e o “fator Carlos Bolsonaro”

No campo das articulações estaduais, o mercado observa o racha na base conservadora como termômetro de fragmentação.

A transferência de domicílio de Carlos Bolsonaro (PL) para Santa Catarina e a resistência de nomes tradicionais como Esperidião Amin (PP) ilustram a disputa pelo controle das comissões temáticas mais importantes de Brasília.

Historicamente, eleições com duas vagas apresentam alta taxa de renovação (75% em ciclos recentes), o que pode abrir espaço para novos players estratégicos no Congresso.

* Sob supervisão de Maria Carolina Abe

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Maiara Baloni é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Maiara Baloni é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.

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