Eleições 2026

Em ato na Paulista, Flávio Bolsonaro defende o pai e direita ataca Lula e STF

02 mar 2026, 5:45 - atualizado em 02 mar 2026, 6:01
Apesar da foto publicada na semana passada, Tarcísio não esteve presente em evento de Flávio em SP (Reprodução)

O ato organizado pela direita na avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (1), foi marcado pelas declarações em favor de Jair Bolsonaro e contrárias ao presidente Lula e o STF, mas também pelas ausências de Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

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Para um público estimado em pouco mais de 20 mil pessoas, o personagem da vez foi Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL. Em seu discurso, ele afirmou que o grupo político tem “uma batalha pela frente” para derrubar o veto do presidente Lula ao projeto de lei da dosimetria relacionado aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

“Com a derrubada do veto, praticamente todas as pessoas do 8 de janeiro vão poder ir para as suas casas”, disse.

Em discurso com críticas ao governo federal, o senador classificou a gestão de Lula como “horrorosa” e disse que os jovens “continuam sem expectativa”. Ele afirmou ainda que as mulheres devem ser abraçadas e protegidas, sem hipocrisia.

Ao mencionar o Jair Bolsonaro, Flávio declarou que ele “está vivo” politicamente e que seus apoiadores “vão carregar esse sobrenome até a vitória”.

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“Eu disse ao meu pai que, em janeiro de 2027, ele irá pessoalmente subir aquela rampa do Planalto junto com o povo brasileiro”, declarou o parlamentar, ao relatar conversa com o ex-presidente na quarta-feira.

Ausências

Durante o ato “Acorda, Brasil”, Flávio também agradeceu o apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmando que ele “veste a camisa do Brasil” e está comprometido com o que chamou de “projeto de resgate da nação”.

No entanto, na mesma semana em que Tarcísio publicou foto de apoio à candidatura de Flávio nas redes sociais, o governador de São Paulo não participou do ato em sua própria cidade.

Outra ausência foi a de Michelle Bolsonaro, que sofre resistência da própria direita em suas pretensões políticas, sendo a principal delas a do próprio marido.

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“A Michelle é um fenômeno, ela tem um carisma impressionante”, afirmou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, no fim do dia. Ele ainda afirmou que a falta de entusiasmo no nome de Michelle parte do ex-presidente.

“O Bolsonaro não queria a Michelle no Executivo, ele tem essa resistência”, disse.

Lula e Moraes na prisão

Durante discurso na Paulista, deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que o “destino final” de Lula e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes é a prisão, a quem acusou de promover perseguição política e afirmou que “o Brasil não tem medo” dele.

Dirigindo-se diretamente ao magistrado, o deputado utilizou termos como “pateta” e “panaca” ao criticá-lo.

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“Se a gente derrubar um, cai outro, cai Moraes, cai todo mundo”, disse ele, ao defender uma “avalanche verde e amarela.”

Já o pastor Silas Malafaia defendeu o afastamento de Moraes e também do ministro Dias Toffoli, que, segundo ele, ambos “não têm moral para julgar ninguém”.

Durante o discurso, Malafaia chamou Moraes de “ditador da toga” e afirmou que o ministro teria instituído um “crime de opinião” no País por meio do inquérito das fake news, que classificou como imoral e ilegal.

O pastor também citou o caso envolvendo o Banco Master e afirmou que o contrato da esposa de Moraes com o banco seria uma “corrupção deslavada”, defendendo investigação e quebra de sigilo. Ele declarou ainda que, se Moraes permanecer à frente do inquérito, o STF ficará “desmoralizado”.

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Público reduzido

O Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em parceria com a organização More in Common, divulgou um relatório com a estimativa de 20,4 mil pessoas presentes na manifestação na avenida Paulista. De acordo com o levantamento, a margem de erro é de 12%.

Segundo a mesma equipe que produziu o levantamento, o público deste domingo é cerca da metade do verificado em 7 de setembro do ano passado, quando 42,2 mil pessoas se reuniram no mesmo local para pedir liberdade a Bolsonaro e a prisão de Moraes.

De acordo com a pesquisa, a estimativa de presença entre 18 mil e 22,9 mil participantes ontem foi verificada no horário de pico da manifestação, às 15h53. Conforme o relatório, foram tiradas fotos em cinco horários diferentes (13h58, 14h40, 15h16, 15h53 e 16h35) e oito imagens das 15h53 foram selecionadas.

Os autores do estudo dizem que o método utilizado, Point to Point Network (P2PNet), foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Chequião, na China e da empresa Tencent.

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O documento diz que o software foi treinado com um conjunto de fotos de multidão anotadas manualmente pela Universidade de Xangai e outro conjunto de fotos brasileiras anotados pela USP.

O método, segundo os autores, possui precisão de 72,9% e acurácia de 69,5% na identificação de cada indivíduo, com erro porcentual absoluto médio de 12% para grupos acima de 500 pessoas.

“No método, um drone tira fotos aéreas da multidão e o software analisa essas imagens para identificar e marcar automaticamente as cabeças das pessoas. Usando inteligência artificial, o sistema localiza cada indivíduo e conta quantos pontos aparecem na imagem. Esse processo garante uma contagem precisa, mesmo em áreas densas”, diz o relatório.

Com Estadão Conteúdo

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