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Embraer e empresas aéreas contratam bancos para assessorar discussão com BNDES

06 maio 2020, 15:49 - atualizado em 06 maio 2020, 15:51
Embraer EMBR3
A Embraer contratou o Itaú BBA, segundo duas das fontes, em um mandato que inclui as discussões com o BNDES (Imagem: Antonio Milena/Arquivo Abr)

Bancos de investimento estão assumindo mandatos para ajudar companhias aéreas e a Embraer (EMBR3) na discussão do pacote de ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), afirmaram cinco fontes com conhecimento do assunto nesta quarta-feira.

A Embraer contratou o Itaú BBA, segundo duas das fontes, em um mandato que inclui as discussões com o BNDES mas pode ser expandido para busca de soluções estratégicas para a empresa depois do fracasso do negócio com a Boeing.

A Reuters revelou que a Embraer está pedindo linhas de crédito entre 1 e 1,5 bilhão de dólares. Mais cedo, o jornal O Estado de S. Paulo reportou a contratação do Itaú BBA pela Embraer.

A Embraer não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

O Itaú BBA também está assessorando a companhia aérea Azul (AZUL4) nas negociações com o BNDES, segundo duas das fontes. A companhia aérea não comentou de imediato. E o Itaú BBA não quis comentar sobre as duas contratações.

A Azul já havia contratado especialistas em reestruturação para negociar dívidas com seus credores, incluindo bancos, fornecedores e empresas de leasing de seus aviões. Todos os pagamentos estão temporariamente suspensos.

A boutique de reestruturação Galeazzi & Associados está liderando esse trabalho na Azul, acompanhada dos escritórios de advocacia Pinheiro Neto Advogados e Thomaz Bastos, Waisberg, Kurzweil.

Já a Latam Airlines contratou o BTG Pactual como assessor nas negociações com o BNDES, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto, com foco nas negociações de critérios para conversão de dívida em participação acionária.

A Latam não respondeu de imediato a pedido de comentário.

Espera-se que as empresas aéreas e a Embraer finalizem neste mês as negociações para pacotes de ajuda do BNDES, que poderiam atingir até 2,5 bilhões de dólares.

A maior parte dos recursos deverá vir do BNDES, já que os bancos privados estão resistindo a dar empréstimos às empresas aéreas, um setor onde têm uma exposição pequena, segundo duas fontes.

A ideia inicial do BNDES era emprestar só metade do pedido pelas empresas aéreas e deixar que os bancos privados Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11) suprissem a outra metade. Mas os bancos rejeitaram o plano e agora todo o pacote está em renegociação.

A ajuda do BNDES terá uma parte em linhas de crédito e outra em instrumentos de dívida conversíveis em ações, que daria ao banco estatal uma participação nas companhias.

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