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Embraer (EMBJ3) lidera perdas do Ibovespa após bater novo recorde; algo desagradou?

28 jan 2026, 12:24 - atualizado em 28 jan 2026, 12:24
Embraer
(Imagem: Wikimedia)

A Embraer (EMBJ3) atingiu mais um recorde em sua carteira de pedidos firmes, mas as ações ocupam posição de destaque negativo do Ibovespa (IBOV) no pregão desta quarta-feira (28), em mais um dia positivo para o índice. Apesar do recuo, analistas veem os números indicando um momento operacional firme para a fabricante de aeronaves brasileira.

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No quarto trimestre de 2025, o chamado “backlog” atingiu US$ 31,6 bilhões, com uma expansão de 20% no quarto trimestre sobre o mesmo período de 2024.

A companhia afirmou que a carteira de encomendas da aviação comercial somou US$ 14,5 bilhões, uma expansão de 42% sobre o quarto trimestre do ano anterior, mas uma queda de 5% ante o terceiro trimestre do ano passado, em função da renegociação dos pedidos da Azul no âmbito de seu processo de recuperação judicial.

Por volta de 12h10 (horário de Brasília), as ações EMBJ3 recuavam 4,92%, cotadas a R$ 98,33. Acompanhe o tempo real.



Para o Bradesco BBI, o conjunto dos números evidencia a trajetória de aceleração comercial e operacional da Embraer, sustentada por forte entrada de novos pedidos em 2025 e por uma carteira que assegura elevada previsibilidade de receitas.

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“O backlog recorde, com crescimento de 20% em base anual, reduz risco de execução no curto prazo e evidência demanda consistente em todas as frentes — comercial, executiva, defesa e serviços”, ponderam os analistas.

O principal vetor de expansão segue sendo a aviação comercial, na visão do BBI, tendo em vista os novos pedidos firmes e book to bill (relação entre pedidos recebidos e entregas realizadas) elevado, enquanto o segmento executivo mantém performance sólida e maior equilíbrio na distribuição trimestral das entregas.

Em defesa, o KC 390 continua a ganhar tração internacional, com novas seleções ainda não contabilizadas no backlog, o que amplia visibilidade positiva para os próximos anos.

“A leitura agregada do trimestre indica uma Embraer operando com ritmo forte, carteira diversificada e capacidade de captura adicional de margens à medida que o ciclo de demanda global se mantém favorável” diz o BBI.

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Resultados agradam

O BTG Pactual classifica a carteira de pedidos da Embraer como sólida, destacando a capacidade da companhia de novamente expandir seu backlog na comparação trimestral, mesmo em um período marcado por ventos contrários, como a redução de 26 jatos E2 e uma sazonalidade de entregas mais forte do que no terceiro trimestre.

“Interpretamos isso como evidência clara da demanda robusta no setor de aviação, tendência que esperamos se manter ao longo de 2026”, dizem os analistas do banco.

À medida que a carteira se torna mais equilibrada, o banco projeta que o foco dos investidores deve migrar gradualmente para execução, em especial a capacidade da Embraer de expandir margens e rentabilidade.

Diante disso, o BTG reitera a recomendação de compra antes de um quarto trimestre forte.

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O Itaú BBA aponta que o novo recorde da carteira é uma notícia positiva para a Embraer, especialmente considerando que as entregas sazonalmente fortes do 4º trimestre tendem a pressionar a carteira de pedidos.

Na visão da casa, o forte desempenho reforça o sólido momento da companhia em todos os seus segmentos.

“A Embraer continua sendo nossa principal escolha, oferecendo uma TIR (Taxa Interna de Retorno) atraente de 13,5% (em dólar) com premissas, possivelmente, conservadoras”, dizem os analistas do BBA.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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