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Embraer (EMBJ3): JP Morgan vê derrocada como exagerada, após pior dia em 4 anos na B3

13 mar 2026, 15:57 - atualizado em 13 mar 2026, 15:57
Embraer
(Imagem: Wikimedia)

Para o JP Morgan, a forte queda recente das ações da Embraer (EMBJ3) foi exagerada. Ontem (12), os papéis da fabricante de aeronaves brasileira encerraram as negociações com queda de 11%, a R$ 74,62 – no menor preço em quase oito meses.  

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O desempenho diário também foi o 9º pior nos últimos 10 anos. A última derrocada de mesma magnitude não era vista há desde março de 2022, há quatro anos – no pregão marcado pela repercussão da invassão russa na Ucrânia.  

Segundo os analistas do banco, a principal preocupação dos investidores está relacionada a possíveis atrasos ou cancelamentos no backlog (carteira de pedidos) da companhia, diante da alta dos preços do petróleo e um potencial crise no setor aeroespacial, em meio a escalada das tensões geopolíticas.  

Atualmente, o backlog da Embraer é de US$ 31,6 bilhões, sendo US$ 14,5 bilhões na aviação comercial – o que representa pedidos de 459 aeronaves.  

Do total, os pedidos de 7 jatos são de companhias aéreas do Oriente Médio – Salam Air e Royal Jordanian – e outros 50 jatos estão vinculados a novas companhias como a Avelo, suja as operações podem ser atrasadas ou impactadas pelo aumento dos preços do petróleo.  

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Juntos, os 57 jatos somam cerca de US$ 4,8 bilhões em backlog, mas representam US$ 3 bilhões em receitas potenciais, assumindo desconto de aproximadamente 40%. 

Desde o início da guerra no Irã, os preços do Brent, referência para o mercado global, já acumularam valorização de 40%, com o barril sendo negociado a US$ 100.  

Guerra no Irã: os possíveis impactos na Embraer 

Para o JP Morgan, as entregas na aviação comercial são as “mais sensíveis” para a Embraer no atual cenário global. Nas contas do banco, uma redução de 5% nas entregas de aeronaves do segmento, ou seja, de cerca de 5 aeronaves, representa uma contração de cerca de 1% do Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) deste ano.  

Os cálculos ainda mostram que cada redução de 5% nos pedidos da divisão representa uma contração de até 2% no valor de mercado da Embraer. Hoje, a fabricante vale cerca de R$ 55 billhões.  

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Para os cálculos, o banco tem como cenário-base a entrega de 83 aviões comerciais em 2026 e de 90 no próximo ano.  

Já uma redução de 5% nas entregas de aeronaves da divisão executiva teria um impacto maior no Ebitda, de aproximadamente 5% neste ano, caso ocorram. O JP Morgan prevê a entrega de 165 aeronaves em 2026 e de 175 no ano seguinte.  

Nas contas dos analistas, uma redução de 20% nas entregas tanto na aviação comercial quanto na executiva poderia levar a uma revisão para baixo, de até 12%, no Ebitda da companhia de 2026 e 2027.  

O que fazer com as ações EMBJ3 agora?  

Para os analistas do JP Morgan, as ações da Embraer seguem descontadas em relação aos principais pares. A companhia está sendo negociada a um múltiplo de 8,9 vezes o valor de mercado sobre Ebitda (EV/Ebitda) ante 11,2x da Airbus, 36,1x da Boeing e 12,8x da Bombardier.  

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A equipe do banco norte-americano também destaca que, considerando os 10 piores desempenhos diários de EMBJ3 na última década, sete deles ocorreram durante a pandemia de Covid-19 – sendo os três piores em março de 2020, após os lockdowns.  

O preço da ação, porém, superou a queda após 30 dias em três ocasiões de forte queda, com alta média de 4% e em outras três ocorrência, a recuperação aconteceu nos 90 dias seguintes com uma alta média de 6% nas cotações dos papéis.  

O JP Morgan tem recomendação de compra para EMBJ3, negociado na B3, e para EMBJ, listado na Bolsa de Nova York (Nyse). 

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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