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Embraer (EMBR3) acelera entregas no primeiro trimestre, mas ação ainda sofre — analistas veem oportunidade

02 abr 2026, 18:29 - atualizado em 02 abr 2026, 18:29
Embraer
(Imagem: REUTERS/Roosevelt Cassio)

Se a ação da Embraer (EMBJ3) já viu dias melhores na bolsa, não se pode dizer o mesmo da parte operacional: a companhia viu as entregas saltarem 47% no trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, mostra documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (2).

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Segundo a companhia, foram entregues 44 aeronaves, sendo 10 da aviação comercial (três delas do modelo E195-E2, a maior aeronave atualmente em produção pela Embraer nesse segmento).

O volume da unidade de negócios cresceu 43% em relação ao ano passado, quando foram entregues sete aeronaves.

Na aviação executiva, a Embraer entregou 29 jatos, alta de 26%. O desempenho foi impulsionado pelo maior número de entregas tanto de jatos leves quanto de médio porte, refletindo a demanda sólida e contínua no segmento, destaca a companhia.

Em defesa e segurança, a empresa entregou uma aeronave de transporte militar multimissão KC-390 Millennium e quatro A-29 Super Tucano, totalizando cinco aeronaves no trimestre.

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Para 2026, a Embraer estima entregas entre 80 e 85 aeronaves na aviação comercial (ponto médio com crescimento de 6% ano contra ano) e entre 160 e 170 aeronaves na aviação executiva (também com crescimento médio de 6% na comparação anual).

Embraer: ação cai, mas analistas veem exagero

Desde as máximas do ano, a ação da Embraer cai 21%. Apesar da melhora nas últimas sessões, o papel ainda acumula queda de 8% no ano.

O temor do mercado recai justamente sobre as entregas para 2026. A guerra no Irã também piorou o cenário, já que as companhias aéreas sofrem com as incertezas globais.

Apesar disso, pelo menos quatro casas reiteraram ou iniciaram recomendação de compra: XP, BTG, Itaú BBA e JPMorgan.

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O Itaú BBA vê como possíveis catalisadores de alta a entrega de resultados trimestrais acima das expectativas — o que pode levar a revisões positivas para o guidance de 2026 — e a concretização de um grande pedido de jatos comerciais da Índia, ligado à parceria da companhia com o Adani Group.

As expectativas do mercado apontam para um pedido potencial de 200 aeronaves E1, que, segundo estimativas, pode valer até US$ 5,1 bilhões e se materializar ainda neste ano.

Mesmo com a continuidade de um cenário macroeconômico incerto, a XP acredita que diversos fatores positivos estão sendo subestimados.

Os analistas destacam a carteira de pedidos mais robusta e diversificada da Embraer como um importante fator de redução de risco, com os pedidos atuais cobrindo cerca de 120% das estimativas de receita da aviação comercial até 2029.

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O JPMorgan também afirma que as ações seguem descontadas em relação aos principais pares. A companhia é negociada a um múltiplo de 8,9 vezes o valor de mercado sobre Ebitda (EV/Ebitda), ante 11,2x da Airbus, 36,1x da Boeing e 12,8x da Bombardier.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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