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Eneva (ENEV3): Ação é destaque do Ibovespa (IBOV) após revisão de valores para leilão; hora de comprar?

13 fev 2026, 16:18 - atualizado em 13 fev 2026, 16:18
Eneva Vibra
(Imagem: Facebook/ Eneva)

A Eneva (ENEV3) é o destaque positivo do Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (13), após as ações derreterem no início da semana com o sentimento negativo que pairava no setor elétrico

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O papel — que registrou a maior queda desde a pandemia na terça-feira (10), com queda de 9,66% — chegou a saltar mais de 8% hoje, impulsionado pela decisão do governo de rasgar os preços-teto anteriores e anunciar uma revisão para o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) de março.

Na visão dos bancos, o ajuste retira a empresa de um cenário de incertezas e abre caminho para uma geração de valor bilionária.

Por volta de 16h10 (horário de Brasília), ENEV3 subiam 7,85%, cotadas a R$ 21,40. No ano, os papeis acumulam alta de mais de 6%. No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,89%, aos 186.102,31 pontos.

Segundo Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, a alta de hoje não apenas reflete a melhora das condições do leilão, mas também eventuais lances que garantam retornos atrativos nos vários projetos que a companhia deve tentar emplacar no certame.

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“Isso deixa espaço para uma valorização adicional de pelo menos 15%, sem contar com outros projetos relevantes que devem entrar em operação a partir do ano que vem, como Azulão, que contribuirá bastante para o fluxo de caixa da companhia”, afirma.

O que mudou?

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) atualizou os preços-teto do leilão de reserva de R$ 1,6 milhões por megawatt (MW) ao ano para R$ 2,9 milhões por MW ao ano para as termoelétricas novas.

Já as térmicas existentes viram o preço-teto sair de R$ 1,12 milhões por MW ao ano para R$ 2,25 milhão por MW ao ano.

Para as hidrelétricas, o valor máximo continuou em R$ 1,4 milhão por megawatt-ano.

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Confira na tabela abaixo os preços-teto do leilão de reserva de capacidade:

Primeiro edital de 2026 Valor novo (R$) Valor antigo (R$)
Produto Potência Termelétrica 2026 2.250.000 1.120.000
Produto Potência Termelétrica 2027  2.250.000 1.120.000
Produto Potência Termelétrica 2028 – novos 2.900.000 1.600.000
Produto Potência Termelétrica 2028 – existentes 2.250.000 1.120.000
Produto Potência Termelétrica 2029 – novos 2.900.000 1.600.000
Produto Potência Termelétrica 2029 – existentes 2.250.000 1.120.000
Produto Potência Hidrelétrica 2030 1.400.000 1.400.000
Produto Potência Termelétrica 2030 – novos 2.900.000 1.600.000
Produto Potência Termelétrica 2030 –existentes 2.250.000 1.120.000
Produto Potência Hidrelétrica 2031 1.400.000 1.400.000
Produto Potência Termelétrica 2031 – novos 2.900.000 1.600.000
Produto Potência Termelétrica 2031 – existentes 2.250.000 1.120.000
Fonte: MME e Aneel 

O primeiro leilão, marcado para 18 de março, vai contratar usinas termelétricas a gás natural, termelétricas a carvão mineral e empreendimentos hidrelétricos.

Dois dias depois, em 20 de março, ocorrerá a sessão para a contratação de termelétricas existentes a óleo combustível, óleo diesel e biodiesel. Os preços-teto variam conforme o tipo de contratação.

Segundo edital de 2026 Valor novo Valor antigo
Produto Potência Termelétrica 2026 920.000 1.600.000
Produto Potência Termelétrica 2027 920.000 1.600.000
Produto Potência Termelétrica 2030 990.000 1.750.000
Fonte: MME e Aneel 

Mais cedo, o Ministério de Minas e Energia (MME) apontou que as atualizações consideram de maneira mais precisa os investimentos necessários para que as usinas operem dentro do prazo contratual, evitando riscos operacionais e jurídicos que podem se tornar em custos adicionais futuros ao sistema.

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Eneva: parâmetros alinhados

A Eneva classificou a revisão como positiva e afirmou que os novos parâmetros estão agora “alinhados aos indicadores econômicos do setor de energia”.

Segundo a companhia, a atualização permitirá que o leilão cumpra seu papel de garantir a segurança do suprimento elétrico do país, além de ampliar a competitividade, o que beneficia a sociedade e o sistema como um todo.

A empresa, que tem no leilão o seu principal gatilho de valor para 2026, reforçou seu compromisso com soluções que unem eficiência e segurança.

Alívio e surpresa boa

O mercado financeiro recebeu os novos preços-teto do leilão com entusiasmo, destacando que o governo evitou o esvaziamento do certame.

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O Citi classificou a amplitude do ajuste como uma “surpresa boa”. Segundo o analista João Pimentel, embora os investidores esperassem uma melhora, poucos acreditavam em um aumento dessa magnitude.

Os analistas estimam que, com esses valores, a Eneva consiga recontratar seus projetos existentes (Itaqui, Pecém II, P1 e P3) e ainda contratar a Celse II a um preço uniforme de R$ 2,19 milhões por MW ao ano.

O banco norte-americano mantém recomendação de compra para ENEV3 com preço-alvo de R$ 25,00.

Já o time de utilities do Itaú BBA avalia que os novos tetos permitem que a Eneva não apenas renove os ativos atuais, mas também desenvolva o pipeline de projetos greenfield (novos projetos) com uma geração de valor presente líquido (NPV, na sigla em inglês) robusta.

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O Itaú BBA reitera a Eneva como sua principal aposta para 2026 no setor, com preço-alvo de R$ 23,80.

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