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Eneva (ENEV3) e Braskem (BRKM5) são favoritas: Os investimentos mais recomendados da semana no Money Picks

06 abr 2026, 8:00 - atualizado em 06 abr 2026, 8:05

Na edição do Money Picks desta semana, os jornalistas do Money Times apresentam as apostas das principais corretoras e para ações e fundos imobiliários. Veja as análises e descubra se é hora de comprar ou de vender.

  1. Kinea Rendimentos (KNCR11)

O fundo imobiliário Kinea Rendimentos (KNCR11) se destaca pelos dividendos elevados, com projeção de R$ 1,12 por mês e um dividend yield de 12,8%, segundo estimativas da XP Investimentos. Esse nível de rendimento chama atenção especialmente para investidores que buscam geração de renda recorrente, algo bastante valorizado no universo dos FIIs.

Além disso, o KNCR11 é o maior fundo imobiliário do mercado brasileiro, com cerca de R$ 11,1 bilhões de patrimônio e mais de 510 mil cotistas. Ele representa aproximadamente 7% do IFIX e possui alta liquidez, com cerca de R$ 20 milhões negociados diariamente, o que facilita a entrada e saída de investidores.

Por outro lado, o fundo negocia levemente acima do valor patrimonial, o que pode limitar ganhos de valorização no curto prazo. Ainda assim, seu perfil mais defensivo e a exposição a ativos atrelados ao CDI sustentam a atratividade, embora uma eventual queda da Selic possa impactar negativamente os dividendos no futuro.

2. Eneva (ENEV3)

A Eneva (ENEV3) ganhou destaque após superar as expectativas no Leilão de Reserva de Capacidade, contratando 3,5 GW frente a uma expectativa de 1,3 GW. Esse desempenho impulsionou as ações, que subiram mais de 20% em poucos dias, reforçando o otimismo do mercado.

Segundo o BTG Pactual, a companhia pode distribuir até R$ 41 bilhões em dividendos até 2032, além de ter seu preço-alvo elevado de R$ 20 para R$ 31. A empresa é vista como um “compounder”, com crescimento consistente e forte geração de caixa, sustentada por receitas robustas e margem EBITDA estimada em cerca de 80%.

Com esse potencial, a Eneva passa a ter duas frentes estratégicas: reinvestir em novos projetos ou aquisições, ou aumentar a distribuição de proventos aos acionistas. Caso opte por uma postura mais conservadora em investimentos, o fluxo de caixa pode ultrapassar R$ 11 bilhões até 2030, ampliando ainda mais o potencial de dividendos.

3. Braskem (BRKM5)

A Braskem (BRKM5) ainda enfrenta um cenário desafiador, marcado por elevado endividamento e negociações com credores. Nem mesmo a entrada de um novo investidor foi suficiente para dissipar totalmente as incertezas sobre a estrutura financeira da companhia.

Apesar disso, há sinais iniciais de melhora. O Citi elevou a recomendação de venda para neutra e aumentou o preço-alvo de R$ 8 para R$ 10, refletindo um ambiente mais favorável para o setor petroquímico, impulsionado pela alta do petróleo em meio às tensões geopolíticas.

Esse cenário tende a melhorar os spreads e o EBITDA da empresa, favorecendo a geração de caixa. Ainda assim, o banco mantém cautela, destacando que, embora haja indícios de recuperação, ainda não é possível afirmar que a companhia deixou definitivamente o pior para trás.

4 – Bônus: SLC Agrícola (SLCE3)

A SLC Agrícola (SLCE3) aparece como destaque positivo, sendo vista como uma empresa que vem performando bem mesmo em um ambiente adverso para o agronegócio. A companhia tem conseguido mitigar os impactos da alta de custos, como fertilizantes e combustíveis.

Para a safra 2025/2026, a SLC projeta aumento de 9,2% nos custos, mas espera compensações via maior produtividade e possível redução da oferta global, especialmente nos Estados Unidos. Além disso, a valorização dos grãos tende a ajudar a equilibrar as pressões inflacionárias sobre os insumos.

Com bons resultados recentes e perspectivas favoráveis, a empresa é vista como um “hedge natural” contra cenários macroeconômicos adversos. Negociando a múltiplos atrativos e com expectativa de dividend yield de cerca de 3,6%, a ação foi incluída na carteira de dividendos da Empiricus como uma opção sólida de longo prazo.

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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