Eneva (ENEV3) reverte prejuízo e tem lucro líquido de R$ 57 mi no 4º tri
A Eneva (ENEV3) teve lucro líquido de R$ 57 milhões no quarto trimestre de 2025 versus prejuízo de R$ 1,066 bilhão no mesmo período de 2024, informou a companhia em relatório financeiro nesta quinta-feira (5).
O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$ 1,49 bilhão no último trimestre de 2025, ante R$ 1,24 bilhão no mesmo período do ano anterior.
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O resultado foi impulsionado principalmente pelo desempenho operacional dos ativos, afirmou a companhia, com destaque para o despacho “no mérito” das usinas do Complexo Parnaíba (MA), a antecipação dos contratos regulados do leilão de reserva de capacidade de 2021 (LRCAP 2021) das UTEs Viana, Geramar I e II e Parnaíba IV, além do avanço do negócio de comercialização de gás fora da malha (off-grid).
No novo modelo de comercialização “off-grid”, a Eneva vende diretamente a clientes finais o gás natural produzido e liquefeito nas plantas localizadas no Complexo Parnaíba.
A empresa também citou a contribuição integral no trimestre dos ativos de geração térmica a gás adquiridos no quarto trimestre de 2024.
A melhora no comparativo do trimestre também refletiu a ausência do “impairment” de R$ 634,7 milhões registrado no quarto trimestre de 2024 nas térmicas a carvão (Itaqui e Pecém II).
A receita líquida subiu 24,5% no trimestre ante um ano antes, para R$ 6,05 bilhões, disse a empresa.
O fluxo de caixa operacional ficou em R$ 1,317 bilhão no período, alta de 15,6% ante um ano antes, apoiada pelo resultado operacional e por variação positiva de outros ativos e passivos.
Ao fim de dezembro, a dívida líquida da Eneva somava R$ 17 bilhões, com alavancagem medida por dívida líquida/Ebitda de 2,61 vezes.
Mais gás na Bacia do Parnaíba
A Eneva anunciou também nesta quinta-feira que elevou as reservas provadas e prováveis (2P) de gás natural na Bacia do Parnaíba para 37,932 bilhões de metros cúbicos (m³) no fim de dezembro, ante 37,574 bilhões de metros cúbicos m³ no fim de 2023.
Durante o período, houve incorporação de 3,519 bilhões de m³ de gás e produção acumulada de 3,161 bilhões de m³, detalhou a empresa em documento ao mercado.
Com isso, o índice de reposição de reservas de gás natural no período atingiu 111% na Bacia do Parnaíba.