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Engie (EGIE3) aprova incorporação de subsidiária dona da usina Santo Antônio do Jari

03 jun 2026, 18:17 - atualizado em 03 jun 2026, 18:18
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(Imagem: REUTERS/Stephane Mahe)

A Engie Brasil (EGIE3) informou nesta quarta-feira (3) que seu conselho de administração aprovou a incorporação da Companhia Energética do Jari (CEJA), subsidiária integral responsável pela operação da Usina Hidrelétrica Santo Antônio do Jari.

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A proposta ainda será submetida aos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária marcada para 31 de julho.

Segundo a companhia, a operação tem como objetivo simplificar sua estrutura societária, otimizar processos internos e capturar ganhos de eficiência operacional. A administração também afirma que a reorganização deve melhorar a gestão de caixa, reduzindo custos e capital retido dentro da estrutura corporativa.

A CEJA é uma empresa de capital fechado controlada integralmente pela Engie e detém a autorização para exploração da Usina Hidrelétrica Santo Antônio do Jari, localizada no Rio Jari, entre os municípios de Laranjal do Jari (AP) e Almeirim (PA). O empreendimento possui capacidade instalada de 393 megawatts (MW) e concessão válida até outubro de 2045.

Como a subsidiária já pertence 100% à Engie, a incorporação não resultará em aumento de capital, emissão de novas ações ou alteração da participação dos acionistas. A companhia também destacou que a operação não gera direito de recesso. Com a conclusão da incorporação, a CEJA será extinta e todos os seus direitos e obrigações passarão a ser assumidos diretamente pela holding.

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A empresa estima que os custos relacionados à operação serão de aproximadamente R$ 70 mil, incluindo despesas com registros, publicações, auditorias, avaliações e assessorias jurídicas.

A Engie informou ainda que solicitou anuência prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a transferência da titularidade da concessão da usina, etapa necessária para a efetivação da reorganização societária.

A companhia afirmou que a incorporação não adiciona novos fatores de risco ao negócio e faz parte de uma estratégia de simplificação da estrutura organizacional do grupo.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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