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Congresso ameaça CPI sobre suposta interferência do governo na Vale (VALE3), diz portal

19 jul 2026, 10:39
Logotipo da Vale 7 de agosto de 2017 REUTERS/Ricardo Moraes
Logotipo da Vale (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

A eleição para o Conselho de Administração da Vale (VALE3), marcada para a próxima quarta-feira (22), aumentou a tensão entre o governo federal e o Congresso Nacional.

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Segundo uma reportagem da CNN Brasil divulgada na noite deste sábado (18), parlamentares discutem a possibilidade de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar uma suposta interferência do Executivo na governança da mineradora.

De acordo com o portal, integrantes do Congresso atribuem ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a articulação para apoiar candidatos alinhados ao governo. A reportagem afirma ainda que o ministro teria telefonado individualmente a conselheiros da Vale para solicitar apoio ao nome defendido pelo Executivo.

Dois candidatos disputam o cargo: o atual vice-presidente, Marcelo Gasparino, e Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira – conhecido como Ollie, indicado pela Previ, que é o fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil.

A Previ tem 6,8% de participação na Vale, sendo a maior acionista da mineradora e atua alinhada com o governo. Ou seja, a fatia não garante controle da empresa, mas dá ao fundo poder relevante para articular votos.

Disputa começou após saída de Daniel Stieler

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A disputa ganhou força após a renúncia de Daniel Stieler à presidência do Conselho de Administração.

Em junho, a Previ articulou a destituição de Stieler, indicado ao conselho em 2021. Inicialmente, o executivo teria resistido à saída, mas posteriormente aceitou um acordo para deixar o cargo, formalizando sua renúncia em 6 de julho.

Antes disso, o Ministério de Minas e Energia havia solicitado uma reunião com todos os integrantes do conselho. Segundo a reportagem, o pedido gerou desconforto entre conselheiros, que entenderam que o ministério não seria o interlocutor habitual da companhia com o governo. A reunião não aconteceu.

O plano em três etapas

Também, de acordo com o portal de notícias, o Congresso prevê um movimento em etapas.

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Caso eleitor, Ollie assumiria inicialmente a presidência do conselho da Vale e também trabalharia para assumir o comando da Vale Base Metals, sediada em Londres. Depois disso, renunciaria à presidência da Vale, permanecendo apenas como conselheiro até abril de 2027.

A saída abriria espaço para um outro nome de preferência do goveno: José Maurício Pereira Coelho, também apoiado pela Previ e apontado como próximo à presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros. Outro executivo citado é o de Bill Bruijn, ex-CEO da Anglo American no Brasil — concorrente global da Vale e empresa onde Ollie construiu a carreira.

Para que esse plano avance, porém, Coelho precisa ser eleito conselheiro na assembleia da próxima quarta-feira. Ele disputa a vaga com Ieda Gomes Yell, candidata apoiada pela administração da mineradora.

Com Ollie na presidência e Coelho no colegiado, o plano prevê que o primeiro indique o segundo para o comitê responsável por montar a lista de nomes que disputarão a eleição do conselho para o período de 2027 a 2029 — lista na qual Coelho entraria como favorito à sucessão.

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Além disso, fontes do comitê executivo afirmaram à reportagem que a próxima mudança desejada pelo governo seria a substituição do CEO, Gustavo Pimenta, em meio a projetos que não “evoluíram como combinado”.

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