AgroTimes

Esgotamento da cota da China deve pressionar arroba do boi, diz CEO da JBS (JBSS32)

07 abr 2026, 16:31 - atualizado em 07 abr 2026, 16:31
COP30-JBS-Gilberto-Tomazoni
(Foto: Divulgação)

O esgotamento da cota de exportação de carne bovina para a China entre junho e julho pode levar a uma acomodação — e até queda — nos preços da arroba do boi no segundo semestre, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO da JBS (JBSS32)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o executivo, o fim da janela de embarques para o mercado chinês deve coincidir com um aumento da oferta de gado no Brasil, especialmente com a entrada dos animais de confinamento.

“Estamos vendo duas coisas ao mesmo tempo: possível redução do fluxo para a China e aumento da oferta doméstica”, disse, em conversa com jornalistas durante o 12th Annual Brazil Investment Forum, do Bradesco BBI.

Hoje, a China responde por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina — um nível de dependência que ainda não é compensado por outros mercados. Embora países do Sudeste Asiático estejam ampliando suas compras, o crescimento não ocorre na mesma velocidade.

“Os mercados estão crescendo, mas não na taxa necessária para substituir a China no curto prazo”, afirmou o diretor-presidente da JBS.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, há um volume adicional de carne já embarcado que deve entrar nas cotas atuais, o que pode ampliar a oferta disponível no mercado global no momento de virada do ciclo.



Apesar da possível pressão sobre os preços do boi gordo, o CEO da JBS destacou que a demanda global por proteína segue robusta. “Somos muito positivos com a demanda”, disse, ponderando que o ajuste tende a ocorrer mais pelo lado da oferta no Brasil.

De acordo com dados do Ministério do Comércio da China e da Administração Geral de Alfândegas do país (GACC), complilados pela Abiec, o Brasil já consumiu 33,64% da cota para China nos dois primeiros meses de 2026.

Os focos de aftosa na China e a possível redistribuição de cotas

Os recentes casos de febre aftosa na China adicionam uma camada extra de incerteza ao mercado, mas ainda é cedo para medir impactos concretos sobre o comércio global de carne bovina, disse o executivo.

Segundo Tomazoni, qualquer efeito mais relevante dependerá da extensão do problema sanitário e das eventuais respostas das autoridades chinesas. “Eu não sei a extensão desses focos de aftosa. É difícil fazer um juízo agora sobre o tamanho desse impacto”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma das possibilidades monitoradas pelo mercado é a eventual redistribuição de cotas de importação, caso outros países não consigam cumprir seus volumes diante de restrições sanitárias. Nesse cenário, o Brasil poderia se beneficiar, mas isso só deve ficar claro mais para o fim do ano.

“Há muitos questionamentos sobre a possibilidade de outros países não cumprirem suas cotas e o Brasil se beneficiar, mas isso vai demorar para sabermos. Os países vão tentar cumprir suas cotas e só depois, no final do ano, será possível ver quem conseguiu e quem não conseguiu”, explicou.

Por ora, o tema segue no radar, sem alterar de forma imediata a dinâmica central do mercado, que continua mais dependente da demanda chinesa e da evolução da oferta global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
Linkedin
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
Linkedin
Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado agro?

Editoria do Money Times traz tudo o que é mais importante para o setor de forma 100% gratuita

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar