Destaques da Bolsa

Esta ação pode subir até 35% na bolsa e é compra para a XP; entenda por quê

06 abr 2026, 13:27 - atualizado em 06 abr 2026, 13:28
JHSF
JHSF (JHSF3) avança na bolsa após XP reforçar compra e ver upside de 35% (Imagem: JHSF/Divulgação)

Negociadas fora do índice Ibovespa, as ações da JHSF (JHSF3), holding focada em negócios de luxo, operam em forte alta nesta segunda-feira (6) e figuram entre os destaques positivos do pregão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta das 13h10 (horário de Brasília), os papéis avançavam 4% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 10,34. No acumulado do ano, sobem 31%. Acompanhe o tempo real.



O movimento ocorre após a XP Investimentos manter a recomendação de compra para JHSF3, com preço-alvo de R$ 14, o que implica potencial de valorização de cerca de 35% frente à cotação atual.

Em relatório divulgado nesta manhã, a corretora atualizou a tese da companhia para refletir os desenvolvimentos estratégicos recentes e os resultados divulgados.

Segundo a casa, a JHSF entrou, nos últimos anos, em uma fase mais intensa de investimentos (capex), com o objetivo de se consolidar como uma plataforma focada em renda recorrente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A empresa está acelerando sua transição para um modelo de negócios baseado em renda recorrente, aumentando a contribuição dos ativos geradores de receita”, explicou a XP.

Hotéis & Gastronomia: receita em moeda forte

De acordo com o relatório, a unidade de Hotéis & Gastronomia da JHSF segue em intensa expansão global, o que ampliará a diversificação geográfica e adicionará receitas em moedas fortes.

Segundo a XP, a companhia planeja abrir hotéis e restaurantes da marca Fasano em oito cidades nos próximos cinco anos:

  • Sardenha (primeira fase em 2026);
  • Londres, Miami, Punta del Este e Porto Feliz até 2027;
  • São Paulo e Cascais até 2028;
  • Milão até 2030.

Na avaliação da casa, a estratégia aumentará a exposição a divisas como libra, dólar e euro, funcionando como um “hedge natural” e trazendo maior resiliência em momentos de volatilidade no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Além disso, acreditamos que a exposição a novas famílias de alta renda ao redor do mundo pode ampliar o mercado endereçável da empresa no longo prazo.”

Shoppings e previsibilidade de receita

A XP também aponta que o segmento de shoppings no portfólio da companhia continua ganhando tração, com a expansão da ABL (área bruta locável) do Catarina Outlet e do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, e a abertura do Shops Faria Lima, no centro financeiro da capital paulista, até o fim de 2027.

“À medida que esses investimentos amadurecem, estimamos que cerca de 71% da receita [da JHSF] possa vir de fontes recorrentes até 2030, melhorando significativamente a visibilidade de resultados e a previsibilidade de fluxo de caixa, reduzindo a dependência da empresa do desenvolvimento imobiliário.”

Aeroportos: uma joia escondida

Para além de hotéis, restaurantes e shoppings, a XP vê a unidade de aeroportos como um dos ativos mais promissores da JHSF.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a corretora, a companhia está expandindo suas operações para atingir 19 hangares, mas com capacidade de chegar a 24 no médio prazo.

Nesse segmento, de maneira geral, as receitas são geradas por meio do aluguel de hangares, serviços de FBO (como limpeza e polimento), venda de combustível e uso da pista.

“Além da expansão, pode haver demanda futura para a construção de um novo terminal, possivelmente voltado a voos comerciais, diante da limitação de capacidade de Congonhas e da oferta restrita de voos comerciais próximos ao centro de São Paulo, enquanto Guarulhos tende a se concentrar em cargas e voos internacionais”, avalia a casa.

Riscos no radar

Apesar do cenário positivo, a XP aponta como principais riscos à tese de investimento eventuais atrasos em inaugurações, capex acima do esperado, vendas mais lentas de estoques e incertezas regulatórias no negócio de aviação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar