Senado

Estou otimista de que não entraremos em recesso sem apreciação do fim da escala 6×1, diz líder do governo no Senado

18 jun 2026, 6:02 - atualizado em 18 jun 2026, 6:02
Randolfe Rodrigues, Brasil, Ibama, Petróleo
Randolfe Rodrigues diz ainda que existe acordo para não votar vetos com impacto fiscal (Reuters/Adriano Machado)

O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), declarou nesta quarta-feira (17), que está confiante na realização da votação no Senado Federal sobre o fim da escala 6×1 antes do recesso parlamentar, que terá início daqui a um mês.

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Em conversa com jornalistas, após uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Randolfe celebrou o agendamento de um debate entre senadores e centrais sindicais no dia 1º de julho.

“Eu estou otimista com isso, de que nós não entraremos em recesso sem a apreciação do fim da 6×1. Nós temos até 17 de julho para votar o fim da 6×1 e a instituição da escala 5×2. Eu estou confiante de que, antes de entrarmos em recesso, nós apreciaremos”, disse.

Já aprovada na Câmara dos Deputados, a PEC ainda não foi despachada por Alcolumbre para tramitação no Senado.

Votação de vetos

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Randolfe Rodrigues também afirmou que há um acordo com Alcolumbre para retirar vetos presidenciais com impacto fiscal da pauta da sessão conjunta agendada para hoje, que tem votação de 65 vetos e cinco projetos de lei.

“Não será toda a pauta que estará para apreciação. Boa parte da pauta, sobretudo aquilo que tem impacto fiscal, o presidente Davi concordou em retirar. Por exemplo, quaisquer matérias que tratem de reajuste, quaisquer matérias que tratem de impacto fiscal, houve um acordo com o presidente Davi pela retirada de pauta”, disse.

Segundo Randolfe, serão retirados da pauta os vetos relacionados às eólicas offshore e alguns dispositivos vetados na reforma tributária e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

“A reforma tributária tem alguns aspectos que vão entrar na pauta, ou por acordo ou por destaques, e outros deverão ser retirados de pauta”, disse.

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“Sobre a LDO, nós tínhamos dispositivos que tratavam sobre reajuste do fundo partidário, e houve um acordo pela retirada de pauta”, continuou. Em relação aos vetos à LDO, Randolfe acrescentou que “alguns entrarão na cédula do governo para a derrubada do governo”.

Em relação ao veto que trata de bloqueios e contingenciamentos de emendas parlamentares, Randolfe disse que ainda precisa checar se vai haver adiamento ou se ocorreu acordo para a manutenção do veto.

“Desses 70 (itens da pauta), boa parte não está sobrestando a pauta. Esses que não sobrestam a pauta automaticamente não serão apreciados. Os demais que trazem algum tipo de impacto fiscal serão retirados de pauta.”

Randolfe disse que deve ir para apreciação um projeto de lei que obriga o aproveitamento dos empregados de estatais elétricas desestatizadas.

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“Não tivemos acordo no veto sobre a Eletrobras. Mas esse veto será destacado e será apreciado no painel. Obviamente, o governo manifestará a sua posição no plenário”, afirmou. O governo diz que há aumento de despesa com pessoal sem estimativa de impacto orçamentário e financeiro.

O líder também informou que não houve entendimento sobre o veto relativo às agências reguladoras. O dispositivo vetado institui que despesas de regulação e fiscalização, no âmbito das agências reguladoras, são ressalvas à lista das despesas que não serão objeto de limitação de empenho. O governo diz que a ampliação do rol de despesas discricionárias ressalvadas de contingenciamento reduziria a liberdade de gestão.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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