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Estudo da Casa Branca sinaliza liberação do pagamento de rendimentos sobre stablecoins: ‘proibição tem impacto de 0,02% no crédito’; entenda

08 abr 2026, 11:35 - atualizado em 08 abr 2026, 11:36
stablecoins dólar criptomoedas eua economia
Imagem: iStock/KonaRa

A Casa Branca emitiu um documento com estudo sobre o pagamento de rendimentos (yields) sobre stablecoins, um dos pontos mais polêmicos do Genius Act, que regula esse mercado.

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De acordo com a publicação, a proibição do pagamento de rendimentos sobre stablecoins tem impacto marginal sobre o crédito bancário e gera custos econômicos relevantes, sendo pouco eficaz como instrumento para proteger o sistema bancário tradicional.

Voltando alguns passos, as stablecoins são ativos digitais pareados com o dólar e que estão fora do sistema financeiro tradicional. O pagamento de yields sobre reservas paralelas às dos bancos criaria uma competição direta com as instituições financeiras, reduzindo a capacidade de oferta de crédito para o varejo.

Atualmente, o Genius Act proíbe expressamente o pagamento de yields sobre reservas em stablecoins.

No entanto, de acordo com o estudo, a proibição do pagamento de rendimentos sobre reservas em stablecoins levaria a um aumento de apenas US$ 2,1 bilhões na oferta de crédito bancário, o que representa cerca de 0,02% do total de empréstimos.

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“Do ponto de vista econômico, a proibição de rendimento atua como uma espécie de ‘imposto’ sobre os detentores de stablecoins, que deixam de receber retornos próximos aos de aplicações tradicionais. Isso gera perda de bem-estar para os usuários, ao mesmo tempo em que o ganho via maior crédito e redução marginal das taxas de juros é pequeno. Como resultado, a política tende a ser ineficiente na maior parte dos cenários realistas”.

Na ponta do lápis: Rendimentos em stablecoins ainda são pequenos

“O motivo para esse impacto reduzido está na forma como as stablecoins operam. Embora exista a percepção de que elas ‘retiram’ recursos do sistema bancário, a maior parte de suas reservas é aplicada em ativos como títulos do Tesouro americano, fazendo com que o dinheiro acabe redistribuído dentro do próprio sistema financeiro”, diz o estudo.

Do mesmo modo, apenas uma pequena parcela — estimada em cerca de 12% das reservas — permanece como depósitos bancários sujeitos a restrições que impedem sua utilização para crédito.

Assim, somente essa fração efetivamente reduz a capacidade de intermediação financeira.

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O estudo também testa cenários mais extremos e, mesmo assim, o impacto seria limitado. Assumindo uma expansão significativa, em que o mercado de stablecoins sairia de 1,7% para 10% dos depósitos, o crédito seria ampliado em cerca de US$ 11 bilhões.

Apenas sob condições altamente improváveis — como crescimento expressivo das stablecoins, reservas totalmente imobilizadas em depósitos e abandono do regime de liquidez abundante pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) — o aumento do crédito alcançaria US$ 531 bilhões (4,4% do total), cenário considerado pouco plausível pelo próprio estudo.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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