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ETF da Amazônia com selo do BID, AMAB11 atrai R$ 66 milhões em dois meses

07 out 2026, 10:44
Amazônia. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Dois meses depois de estrear na B3, o AMAB11, ETF da BTG Asset ligado ao desenvolvimento da Amazônia Legal, já acumula R$ 66,27 milhões em patrimônio e 513 cotistas.

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Lançado em agosto com cotas a partir de R$ 10, o fundo foi criado para dar ao investidor acesso, por meio de um único ativo negociado em bolsa, a uma carteira de títulos de renda fixa ligados a empresas e projetos relacionados à região amazônica.

O AMAB11 acompanha o Teva Amazônia Index e tem a maior parte da carteira concentrada em debêntures. Na composição apresentada no lançamento, cerca de 85% dos recursos estavam em títulos de dívida de 20 empresas com atuação econômica relevante na Amazônia Legal. Outros 10% estavam em títulos públicos e 5% em dois chamados Amazon Bonds.

A Amazônia Legal considerada pelo índice inclui Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

O que tem dentro do AMAB11?

Apesar de a proposta estar associada ao desenvolvimento sustentável da Amazônia, o AMAB11 não é um fundo de ações de empresas da região. Trata-se de um ETF de renda fixa.

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A carteira reúne debêntures de empresas de setores como energia, saneamento, telecomunicações, saúde e educação, além de títulos públicos federais e Amazon Bonds — títulos de dívida classificados dentro de uma estratégia ligada ao financiamento sustentável.

A composição é rebalanceada trimestralmente. A expectativa da BTG Asset é aumentar a participação dos Amazon Bonds à medida que novos papéis desse tipo cheguem ao mercado.

A estrutura permite, portanto, que o investidor compre uma única cota na B3 em vez de montar individualmente uma carteira com diferentes debêntures.

O papel do BID

O AMAB11 foi desenvolvido em parceria com o Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e recebeu a licença para utilizar a marca da iniciativa Amazônia Para Todos.

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Segundo o BTG, trata-se do primeiro ETF a receber essa licença. A iniciativa busca ampliar o fluxo de capital privado para projetos relacionados ao desenvolvimento econômico, à inclusão social e à preservação ambiental na região.

O produto nasceu, portanto, em um ponto de encontro entre duas teses que vêm ganhando espaço no mercado: a expansão dos ETFs no Brasil e a busca por instrumentos financeiros capazes de direcionar recursos para projetos de impacto.

Quanto custa investir no ETF?

O AMAB11 começou a ser negociado a R$ 10 por cota. A taxa de administração é de 0,40% ao ano.

O ETF também não tem come-cotas e está sujeito à alíquota de 15% de Imposto de Renda sobre o ganho de capital na venda das cotas, conforme as informações divulgadas no lançamento. A liquidação da venda ocorre em D+1.

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A estrutura tributária é uma das características que diferenciam o produto de determinados fundos tradicionais de renda fixa.

AMAB11 chega em meio à expansão dos ETFs

O lançamento ocorre em um momento de crescimento da indústria de ETFs no Brasil. Em julho, a B3 ultrapassou a marca de 200 fundos de índice listados.

O próprio BTG vem aumentando sua presença nesse mercado. Segundo dados divulgados pela instituição, a BTG Asset tinha cerca de R$ 1 bilhão sob gestão em ETFs em dezembro de 2024. Em junho de 2026, esse volume havia chegado a R$ 20 bilhões, distribuídos em mais de 30 ETFs.

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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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