EUA abrem nova investigação comercial contra o Brasil e outros 59 países
O governo dos Estados Unidos decidiu na quinta‑feira (12) abrir uma ampla investigação comercial contra 60 países e territórios, incluindo o Brasil e a União Europeia, para apurar se bens que entram no mercado norte‑americano são produzidos com trabalho forçado — o que, segundo Washington, poderia representar concorrência desleal para produtos fabricados nos EUA.
A iniciativa foi anunciada pelo United States Trade Representative (USTR, na sigla em inglês) e se baseia na Seção 301 da Trade Act de 1974, um instrumento legal que permite a investigação e eventual retaliação contra práticas comerciais estrangeiras consideradas injustas, discriminatórias ou que prejudiquem o comércio americano.
“Estas investigações determinarão se governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado e como a falha em erradicar tais práticas impacta os trabalhadores e empresas dos EUA”, declarou o representante comercial americano, Jamieson Greer.
Após a abertura formal da apuração, os Estados Unidos devem conduzir consultas com os governos investigados e realizar audiências públicas sobre o tema nas próximas semanas.
Além do Brasil e da União Europeia, a lista de países que serão objeto da investigação inclui, entre outros, Argentina, Austrália, Canadá, Chile, China, Índia, Japão, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul e Reino Unido, além de nações como Bangladesh, Indonésia, Israel, Malásia, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Singapura, Suíça, Taiwan, Tailândia, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Uruguai, Venezuela e Vietnã.