Internacional

EUA têm déficit recorde no comércio de bens em 2025

19 fev 2026, 12:32 - atualizado em 19 fev 2026, 12:32
Uma bandeira dos EUA tremula próxima a contêineres de carga enquanto um navio é descarregado no Porto de Los Angeles, em San Pedro, Califórnia, EUA, em 1º de maio de 2025. REUTERS/Mike Blake
Uma bandeira dos EUA tremula próxima a contêineres de carga enquanto um navio é descarregado no Porto de Los Angeles, em San Pedro, Califórnia, EUA, em 1º de maio de 2025. REUTERS/Mike Blake

O déficit comercial dos EUA aumentou acentuadamente em dezembro, em meio a uma alta das importações, e o déficit de bens acumulado em todo o ano de 2025 foi o maior já registrado, apesar das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre mercadorias fabricadas no exterior.

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O déficit comercial total — que inclui as transações de bens e serviços — saltou 32,6% em dezembro sobre o mês anterior, para US$70,3 bilhões, informou nesta quinta-feira o Departamento de Comércio. Economistas consultados pela Reuters previam que o déficit comercial cairia para US$55,5 bilhões.

No ano de 2025, o déficit comercial diminuiu 0,2%, para US$901,5 bilhões. No período, o déficit no comércio de bens aumentou 2,1%, atingindo um recorde histórico de US$1,24 trilhão.

No ano passado, Trump lançou uma série de tarifas contra parceiros comerciais com o objetivo, entre outras coisas, de corrigir desequilíbrios comerciais e proteger as indústrias americanas. Mas as tarifas punitivas não resultaram em um renascimento da indústria, com o emprego nas fábricas diminuindo em 83.000 postos de trabalho de janeiro de 2025 a janeiro de 2026.

O relatório desta quarta-feira sofreu atraso devido à paralisação do governo no ano passado. As importações aumentaram 3,6%, para US$357,6 bilhões em dezembro. As importações de bens aumentaram 3,8%, para US$ 280,2 bilhões, impulsionadas por um aumento de US$7,0 bilhões em suprimentos e materiais industriais, principalmente ouro, cobre e petróleo bruto.

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O déficit comercial maior do que o esperado pode levar os economistas a reduzir suas estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto para o quarto trimestre, cujo dado preliminar deve ser divulgado na sexta-feira.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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