Europa

Bolsas da Europa recuam com petróleo e títulos soberanos

01 out 2026, 15:15 - atualizado em 01 out 2026, 15:17
Bolsas Europa
(Imagem: Getty Images/Canva)

As bolsas europeias recuaram no primeiro pregão de outubro, nesta quinta-feira (1º), influenciadas pelo contínuo movimento de liquidação de títulos norte-americanos e europeus que pressionou as ações de bancos.

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O mercado também monitorou riscos geopolíticos, o que mantêm os preços do petróleo em níveis elevados, e o avanço da inteligência artificial (IA).

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com baixa de 1,30%, aos 626,35 pontos.

Entre os principais índices, em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,68%, a 10.428,27 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,87%, a 24.980,82 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,62%, a 7.835,31 pontos.

O que movimentou a Europa hoje?

Durante a sessão europeia, a alta das ações ligadas à IA foi contida pela acentuada desvalorização dos títulos públicos, à medida que os investidores equilibravam o entusiasmo com a tecnologia diante de um cenário macroeconômico complicado.

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As ações de semicondutores, como as holandesas ASML e ASM International, fecharam perto da estabilidade, também após o balanço trimestral da Micron Technology nos Estados Unidos.

Entre os destaques da sessão, o setor bancário perdeu mais de 3%, com quedas de 4% do britânico Barclays e de 3,67% do italiano UniCredit. Em Madri, o BBVA cedeu 3,73% depois de aumentar seu dividendo provisório em quase 16%, para 37 centavos de euro por ação.

O movimento de venda generalizada no setor ocorreu como um reflexo da combinação entre juros soberanos nas máximas em décadas, alta do petróleo acima de US$ 100 por barril e aumento da aversão a risco, sem descuidar da geopolítica e de informações de política monetária dos bancos centrais.

A integrante do Comitê de Política Monetária (MPC) do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) Catherine Mann afirmou que as condições financeiras reais no Reino Unido estão “insuficientemente restritivas” e que, em algum momento, a autoridade monetária precisará elevar a taxa básica de juros, citando a inflação acima da meta há anos e os riscos de alta dos preços por conta do conflito no Oriente Médio.

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*Com informações da Dow Jones Newswires

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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