Bolsas da Europa fecham majoritariamente em baixa com Oriente Médio e ata do Fed no radar
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira (19), devido às incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio e à expectativa pela divulgação da ata da reunião de política monetária de julho do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
O índice pan-europeu caiu 0,11%, aos 651,16 pontos.
Em Frankfurt, o DAX recuou 0,14%, a 26.091,33 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve queda de 0,09%, a 8.501,91 pontos. Já em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,14%, a 10.743,35 pontos.
O que mexeu com os mercados europeus?
O mercado de títulos da zona do euro seguiu pressionado durante a manhã, principalmente os de prazo mais longo, que tendem a refletir as expectativas sobre a economia e os empréstimos do governo, em vez das taxas de juros do banco central.
Analistas e investidores afirmaram que o avanço dos preços do petróleo, que alimenta a inflação, e os altos níveis de endividamento dos governos e das “hiperescaladoras” de inteligência artificial (IA) são as principais preocupações, enquanto o crescimento econômico resiliente é outro fator que impulsiona os rendimentos para cima.
O rendimento dos títulos alemães de 30 anos subiu para 3,787%, o maior nível desde 2011, com alta de 2 pontos-base. Enquanto isso, a taxa de rendimento dos títulos franceses de 30 anos chegou ao maior nível desde 2008, em 4,92%.
Além disso, no radar dos mercados está o conflito no Oriente Médio, que tem elevado a inflação na Europa. Tanto na zona do euro quanto no Reino Unido, a taxa anual de inflação ao consumidor acelerou para 2,9% em julho, afastando-se ainda mais das metas de 2% do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).
Já no front corporativo, a venda generalizada do setor tecnologia (-0,32%) perdeu um pouco de força nos mercados europeus, enquanto o setor de produtos químicos (+0,19%) se fortaleceu.
Em Londres, a alta foi liderada pelas mineradoras, com a Rio Tinto (+3,48%). A Trainline, em contrapartida, perdeu cerca de 14% após a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA, na sigla em inglês) do Reino Unido abrir uma investigação sobre práticas de precificação do site de passagens de trem e ônibus.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo