Mercados

Bolsas da Europa têm forte queda com disparada do petróleo e decisão do BCE

23 jul 2026, 14:07 - atualizado em 23 jul 2026, 15:03
Bolsas europeias
(Imagem: REUTERS/Benoit Tessier)

Os índices europeus fecharam o pregão desta quinta-feira (23) em forte queda com a nova rodada de ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio que levou os preços do petróleo acima de U$ 100 por barril.

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O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 1,18%, aos 639,27 pontos.

Entre os principais índices, o CAC 40, de Paris, encerrou o pregão com baixa de 1.64%, aos 8.299,09 pontos; o FTSE 100, de Londres, teve recuo de 0,73%, aos 10.639,17 pontos e o DAX, de Frankfurt, encerrou o dia com perda de 1,56%, aos 24.763,12 pontos.

O que mexeu com os mercados europeus hoje?

Os investidores acompanharam a continuação das trocas de ataques entre Estados Unidos e Irã pelo 12º dia consecutivo no Oriente Médio. Os preços do petróleo seguiram em alta com o barril do Brent acima de US$ 100 e o temor de novos choques inflacionários voltou ao radar.

Na Europa, o destaque foi a decisão do Banco Central Europeu (BCE), que manteve os juros inalterados e reiterou que o impacto inflacionário do choque nos preços de energia ainda não foi totalmente sentido.

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A taxa de depósito permaneceu em 2,25% ao ano, a de refinanciamento em 2,40% e a de empréstimos em 2,65%, em decisão que ficou em linha com a previsão de analistas consultados pela Broadcast.

A pausa ocorre após o BCE elevar os juros em 25 pontos-base em junho, quando a inflação ao consumidor na zona do euro seguia em trajetória de alta, em meio aos efeitos do choque nos preços de energia provocado pela guerra.

Na coletiva de imprensa após a decisão, a presidente do BCE, Christine Lagarde afirmou que a inflação deverá permanecer bem acima da meta até o primeiro semestre de 2027 e indicou que o crescimento seguirá modesto no curto prazo.

Na avaliação do ING, o BC poderia ter optado por um aumento das taxas hoje mesmo, seguindo o princípio de “não deixar para amanhã o que se pode fazer hoje”. “Em vez disso, parece que o Banco Central hesitou e não quis quebrar a tradição bem estabelecida — consolidada nos últimos anos — de nunca surpreender os mercado”, destacou o líder global de macro, Carsten Brzeski, em nota enviada a clientes.

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Já entre os dados, a confiança do consumidor da zona do euro surpreendeu positivamente ao subir para -15,9 pontos em julho, acima da expectativa.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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